O excelente vídeo abaixo apresenta uma forma bem didática para aprender a ler uma partitura musical. Vale muito a pena para quem está iniciando no aprendizado de música. O vídeo está em inglês, mas possui legenda em Português.
Blog de Josias Diego Martins, ex-estudante de piano, que volta e meia se vê frente ao instrumento.
Gravações - Repertório
As obras abaixo estão prontas e disponíveis para apresentações, concertos e recitais.
Nem todas as gravações foram atualizadas, portanto, algumas obras já possuem uma interpretação mais apurada.
Maiores informações, no Link Repertório e Downloads/Gravações
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terça-feira, 21 de junho de 2016
quinta-feira, 9 de maio de 2013
A Paixão segundo São João - Bach
Esta composição é impressionante. Toda a paixão conforme a narração do livro de João em notas musicais!
Como já foi comentado no post "Bach e o legado luterano" ele compôs obras para todo o ano da igreja cristã. Então existe muito material magnífico para se escutar, e até mesmo para trabalhar com conjuntos corais! Só aconselho trabalhar leitura de notas e solfejo com os corais antes de encarar Bach, pois é fácil se perder em suas fugas!!!!
O vídeo tem quase duas horas, mas vale cada minuto! Escutar a Paixão Segundo São João é o mesmo que ler as passagens na Bíblia :) !
PS: O vídeo tem tem legendas em inglês conforme novas frases surgem. Como existem muitas fugas no decorrer da obra, com muitas variações, pequenas frases são repetidas inúmeras vezes, então é bem tranquilo acompanhar as legendas!
terça-feira, 16 de abril de 2013
Concerto de Brandenburgo n° 4 - Bach
Sempre gostei muito destas animações que alguns entusiastas da música erudita fazem e postam no YouTube.
Melhor ainda são algumas que trazem junto a partitura para você acompanhar diretamente a música, além da animação que demonstra o que acontece com cada voz da obra.
Hoje, venho apresentar-lhes o "Concerto de Brandenburgo nº 4", de Bach.
Melhor ainda são algumas que trazem junto a partitura para você acompanhar diretamente a música, além da animação que demonstra o que acontece com cada voz da obra.
Hoje, venho apresentar-lhes o "Concerto de Brandenburgo nº 4", de Bach.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Bach e o legado Luterano!
Hoje, dia 31 de Outubro, comemora-se a reforma protestante, considerada um marco na história ocidental, figurando entre um dos acontecimentos que dá fim a idade média, colocando-nos nos trilhos da modernidade.
A reforma protestante teve grande influência na sociedade moderna, uma vez que a sociedade era dominada pela Igreja Católica. Lutero, indignado com a cobrança de indulgências e com o monopólio das escrituras, fixa suas 95 teses na porta da igreja de Wittenberg. Este acontecimento resultou na sua excomunhão e no abrir de olhos de muitos outros mestres e da própria população.
A partir destes acontecimentos, a igreja passa a perder poder político, e o desenvolvimento volta ao seu rumo, culminando na primeira revolução industrial.
Bach e Lutero
Grande parte da obra de Bach é dedicada a igreja. Inclusive alguns o chamam de o "quinto evangelista", apesar de sabermos que evangelista verdadeiro é somente aquele que conviveu com Jesus, Bach leva este "título" por ter escrito obras para todo o ano da igreja.
Basicamente todo o novo testamento está escrito em forma de música sacra nas obras de Bach, transformado em notas, para atingir mentes e corações. Podemos também perceber em toda sua obra a forte influência doutrinária Luterana, onde trechos de suas obras são utilizados na igreja até os dias de hoje.
Abaixo, um ótimo documentário da BBC sobre Bach e sua forte ligação com a igreja Luterana. Convém assistir com tempo e confortavelmente, possui 1 hora de duração.
A reforma protestante teve grande influência na sociedade moderna, uma vez que a sociedade era dominada pela Igreja Católica. Lutero, indignado com a cobrança de indulgências e com o monopólio das escrituras, fixa suas 95 teses na porta da igreja de Wittenberg. Este acontecimento resultou na sua excomunhão e no abrir de olhos de muitos outros mestres e da própria população.
A partir destes acontecimentos, a igreja passa a perder poder político, e o desenvolvimento volta ao seu rumo, culminando na primeira revolução industrial.
Bach e Lutero
Grande parte da obra de Bach é dedicada a igreja. Inclusive alguns o chamam de o "quinto evangelista", apesar de sabermos que evangelista verdadeiro é somente aquele que conviveu com Jesus, Bach leva este "título" por ter escrito obras para todo o ano da igreja.
Basicamente todo o novo testamento está escrito em forma de música sacra nas obras de Bach, transformado em notas, para atingir mentes e corações. Podemos também perceber em toda sua obra a forte influência doutrinária Luterana, onde trechos de suas obras são utilizados na igreja até os dias de hoje.
Abaixo, um ótimo documentário da BBC sobre Bach e sua forte ligação com a igreja Luterana. Convém assistir com tempo e confortavelmente, possui 1 hora de duração.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Requiem de Mozart
A última obra de Mozart, por mais estranho que possa parecer, foi um Requiem (missa para os mortos). Ele ainda estaria trabalhando nesta obra quando adoeceu. A obra foi ditada em seu leito de morte, nota por nota. Infelizmente, Mozart veio a falecer antes de terminar de ditar a obra, e alguns movimentos ficaram incompletos. Estes movimentos, foram posteriormente completados por estudiosos e alunos do próprio compositor.
Abaixo, um vídeo que encontrei estes dias no YouTube, em alta definição, com a obra completa. Vale cada minuto.
Abaixo, um vídeo que encontrei estes dias no YouTube, em alta definição, com a obra completa. Vale cada minuto.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Dica: Ornamentos musicais
Quem nunca viu o símbolo de trinado (tr) em uma partitura? Pois bem, o trinado é um dos muitos ornamentos que podemos encontrar em uma pauta. Existem basicamente 9 tipos de ornamentos (ao que eu saiba) e estes podem subdividir em várias variantes/variações. A maioria destes ornamentos foram criados no período barroco e amplamente explorados por Bach. É comum vermos as obras de Bach recheadas de ornamentos, algo que acaba por embeleza-las.
A ornamentação fazia muito sentido no séculos 14 até 16 devido ao amplo uso do Cravo. Este instrumento por sua vez, não segurava umaa nota por tanto tempo quanto o pianoforte, deixando assim lacunas entre uma nota e outra ou o termino de um tema e o início de um desenvolvimento/cadência. Desta forma os ornamentos tornaram-se amplamente utilizados neste período.
O correto estudo dos ornamentos irá auxiliar na interpretação de obras do período barroco (principalmente) e algumas obras modernas que voltaram a utiliza-los. É comum vermos a aplicação de ornamentos no Jazz, por exemplo, que é um estilo de música um tanto livre e baseada no improviso, portanto, se você deseja estudar Jazz, é bom dedicar algum tempo ao estudo de todos os ornamentos e suas variantes, pois eles prometem embelezar seus improvisos.
Quem prefere mais a execução de obras do período Classico e Romântico, não verá muitos ornamentos. Nestes períodos os comnpositores passam a ter maior domínio sobre a forma de composição, no sentido de transmição da forma como a obra deve ser executada. Conforme os anos avançam podemos notar que as partituras tornam-se mais exatas. Por exemplo, podemos comparar abaixo uma partitura de Bach, com uma de Chopin.
Observe que a ornamentação é amplamente utilizada na primeira partitura (Bach), porém, as notações de dinâmica e a ornamentação por extenso escrita no topo não é natural deste período, isto foi adicionado pelo editor. Infelizmente hoje em dia é difícil encontrar uma partitura que traga apenas os ornamentos, uma vez que normalmente Bach não escrevia os ornamentos na partitura, ficando a critério do interprete utiliza-los ou não, assim, as partituras que trazem esta informação normalmente são dedicadas a pianistas que ainda não possuem muito conhecimento acerca da forma de interpretação deste período.
Já a segunda partitura (Chopin) está mais carregada de informações, tendo desde dinâmica à notação de uso do pedal, porem, nenhuma informação referente a ornamentos pode-se perceber na mesma. A maioria das músicas de período romântico que utilizam ornamentação possuem-nas escritas por extenso (algo comum também nas obras da segunda metade do período clássico).
Para fechar o post, segue um vídeo enviado pela minha orientadora com dicas de ornamentações.
A ornamentação fazia muito sentido no séculos 14 até 16 devido ao amplo uso do Cravo. Este instrumento por sua vez, não segurava umaa nota por tanto tempo quanto o pianoforte, deixando assim lacunas entre uma nota e outra ou o termino de um tema e o início de um desenvolvimento/cadência. Desta forma os ornamentos tornaram-se amplamente utilizados neste período.
O correto estudo dos ornamentos irá auxiliar na interpretação de obras do período barroco (principalmente) e algumas obras modernas que voltaram a utiliza-los. É comum vermos a aplicação de ornamentos no Jazz, por exemplo, que é um estilo de música um tanto livre e baseada no improviso, portanto, se você deseja estudar Jazz, é bom dedicar algum tempo ao estudo de todos os ornamentos e suas variantes, pois eles prometem embelezar seus improvisos.
Quem prefere mais a execução de obras do período Classico e Romântico, não verá muitos ornamentos. Nestes períodos os comnpositores passam a ter maior domínio sobre a forma de composição, no sentido de transmição da forma como a obra deve ser executada. Conforme os anos avançam podemos notar que as partituras tornam-se mais exatas. Por exemplo, podemos comparar abaixo uma partitura de Bach, com uma de Chopin.
Observe que a ornamentação é amplamente utilizada na primeira partitura (Bach), porém, as notações de dinâmica e a ornamentação por extenso escrita no topo não é natural deste período, isto foi adicionado pelo editor. Infelizmente hoje em dia é difícil encontrar uma partitura que traga apenas os ornamentos, uma vez que normalmente Bach não escrevia os ornamentos na partitura, ficando a critério do interprete utiliza-los ou não, assim, as partituras que trazem esta informação normalmente são dedicadas a pianistas que ainda não possuem muito conhecimento acerca da forma de interpretação deste período.
Já a segunda partitura (Chopin) está mais carregada de informações, tendo desde dinâmica à notação de uso do pedal, porem, nenhuma informação referente a ornamentos pode-se perceber na mesma. A maioria das músicas de período romântico que utilizam ornamentação possuem-nas escritas por extenso (algo comum também nas obras da segunda metade do período clássico).
OBS: Os compositores dos períodos seguintes não deixaram de usar ornamentos, você também irá encontrar partituras de Chopin, Liszt e Brahms cheias de ornamentos, porém, é menos comum do que nas partituras barrocas.
Para fechar o post, segue um vídeo enviado pela minha orientadora com dicas de ornamentações.
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