Blog de Josias Diego Martins, ex-estudante de piano, que volta e meia se vê frente ao instrumento.
Gravações - Repertório
As obras abaixo estão prontas e disponíveis para apresentações, concertos e recitais.
Nem todas as gravações foram atualizadas, portanto, algumas obras já possuem uma interpretação mais apurada.
Maiores informações, no Link Repertório e Downloads/Gravações
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quinta-feira, 28 de julho de 2016
TED Talks - A música e o cérebro
De forma a complementar o último artigo publicado aqui no Blog, compartilho com todos o vídeo abaixo. O mesmo encontra-se em inglês, mas possui legendas em português.
terça-feira, 28 de junho de 2016
Música é lógica ou emoção?
Esta é uma pergunta que se não todos, a grande maioria dos alunos me fazem, e na última semana entrei e um debate deveras interessante com um dos alunos de piano a respeito disto. Mas então, música é o que? Ela é logica, emocional ou uma mistura dos dois?
Entendendo o fundo da discussão
O cerne desta discussão nos tempos modernos está ligada a eterna "briga" entre as ciências exatas e humanas. Não é de hoje que as universidades se separam em quatro grandes blocos: Ciências Exatas, Judiciário, Saúde e Humanas (sim, sei que judiciário está em humanas). Vemos esta polarização quase que diariamente na universidade, com pequenas rixas entre os futuros engenheiros, sociologos, psicologos, administradores, advogados, médicos e etc... O ponto focal aqui é sempre o ego dos envolvidos. Cada um acredita que seu curso é o mais difícil, como se isto fosse indicar a capacidade do profissional ou mesmo a qualidade do conhecimento envolvido. Como se conhecimento e erudição, pudessem ser mensurados qualitativamente entre as amplas áreas de conhecimento. Mas digo uma coisa, todo o tipo de conhecimento, toda a área do conhecimento humano, é importante. Cada pecinha faz com que a humanidade avance. Desde o engenheiro que desenvolve um chip até o sociólogo que analisa o comportamento humano e propõe melhorias a sociedade.
Mas e a música?
Entendendo isto, que na realidade o problema está nas pessoas, que querem se auto-afirmar através da área de conhecimento humano que mais se identificou, nós temos a música. A música que acompanha a sociedade desde seus primórdios, e que permeia a natureza, vem sendo jogada de um lado ao outro do conhecimento humano a séculos. O fato é que a música não pode ser definida como "puramente de humanas" e nem "puramente exata", pois existem traços de ambas as grandes áreas do conhecimento.
Música, permeia a natureza, vemos animais de diversos tipos fazendo música, e estes em sua maioria não possuem um cérebro com um córtex pré-frontal desenvolvido, dotado de capacidade para realizar analises e pensamento lógico complexo. Sabemos que a música (humana) foi desenvolvida ao longo dos séculos e milênios, adquirindo forma e escrita (leia o artigo "A importância da escrita musical") recebendo um aspecto lógico e exato.
São diversas regras matemáticas incutidas na música, que vão desde a simples separação dos tempos nos compassos até a organização harmônica que da sentido a música. Em um nível mais alto e mais complexo de abstração, unimos todas estas informações e conseguimos interpretar a obra (leia o artigo sobre interpretação musical). Ou seja, a interpretação da obra que despertará sentimentos na plateia pode ser completamente sistematizada e lógica, fazendo com que a plateia aplauda o interprete e entenda-o como alguém de estrema sensibilidade.
Uma comprovação deste fato é a de que computadores com algoritmos específicos ou redes neurais conseguem compor músicas, ou executar obras da mesma forma que um humano consegue, simplesmente devido a possibilidade de analise puramente lógica da música.
Mas e todos os pianistas que executam obras sem realizar analise?
O cérebro humano é extremamente complexo, e possui uma capacidade de "paralelismo" gigantesca. Cada vez que o pianista pressiona uma tecla, de uma determinada forma, é uma rede neural diferente que é acionada. Desta forma, ao executar uma passagem de uma música, temos milhares de pulsos elétricos acontecendo ao mesmo tempo no cérebro, e em diversas áreas distintas. Estudos com ressonância magnética funcional (em tempo real) demonstraram que uma pessoa executando uma música excita todas as áreas do cérebro, desde o córtex pré-frontal até áreas mais ligadas a emoção. O que acontece é que um músico ao executar uma obra, não só se baseia em seus estudos sobre a mesma, mas também traz consigo toda uma carga de experiências, desde uma memoria de algum outro interprete executando a mesma música, até sentimentos ligados a uma determinada tonalidade ou mesmo a tal música.
Sendo assim é seguro afirmar que fazer e executar música é uma união de tudo. Música é onde exatas e humanas se encontram, convivem muito bem, e precisam trabalhar juntas. Por isso temos sociólogos, médicos e engenheiros músicos. Por isso temos até mesmo pugilistas músicos.
Conteúdo interessante sobre o assunto:
Música e a Matemática
http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/285
Música ajuda a moldar pessoas?
http://josiasdiegomartins.blogspot.com.br/2012/10/a-musica-ajuda-moldar-pessoas-parte-1.html
Quando iniciar o ensino de música?
http://josiasdiegomartins.blogspot.com.br/2013/01/quando-iniciar-o-ensino-de-musica-parte.html
Entendendo o fundo da discussão
O cerne desta discussão nos tempos modernos está ligada a eterna "briga" entre as ciências exatas e humanas. Não é de hoje que as universidades se separam em quatro grandes blocos: Ciências Exatas, Judiciário, Saúde e Humanas (sim, sei que judiciário está em humanas). Vemos esta polarização quase que diariamente na universidade, com pequenas rixas entre os futuros engenheiros, sociologos, psicologos, administradores, advogados, médicos e etc... O ponto focal aqui é sempre o ego dos envolvidos. Cada um acredita que seu curso é o mais difícil, como se isto fosse indicar a capacidade do profissional ou mesmo a qualidade do conhecimento envolvido. Como se conhecimento e erudição, pudessem ser mensurados qualitativamente entre as amplas áreas de conhecimento. Mas digo uma coisa, todo o tipo de conhecimento, toda a área do conhecimento humano, é importante. Cada pecinha faz com que a humanidade avance. Desde o engenheiro que desenvolve um chip até o sociólogo que analisa o comportamento humano e propõe melhorias a sociedade.
Mas e a música?
Entendendo isto, que na realidade o problema está nas pessoas, que querem se auto-afirmar através da área de conhecimento humano que mais se identificou, nós temos a música. A música que acompanha a sociedade desde seus primórdios, e que permeia a natureza, vem sendo jogada de um lado ao outro do conhecimento humano a séculos. O fato é que a música não pode ser definida como "puramente de humanas" e nem "puramente exata", pois existem traços de ambas as grandes áreas do conhecimento.
Música, permeia a natureza, vemos animais de diversos tipos fazendo música, e estes em sua maioria não possuem um cérebro com um córtex pré-frontal desenvolvido, dotado de capacidade para realizar analises e pensamento lógico complexo. Sabemos que a música (humana) foi desenvolvida ao longo dos séculos e milênios, adquirindo forma e escrita (leia o artigo "A importância da escrita musical") recebendo um aspecto lógico e exato.
São diversas regras matemáticas incutidas na música, que vão desde a simples separação dos tempos nos compassos até a organização harmônica que da sentido a música. Em um nível mais alto e mais complexo de abstração, unimos todas estas informações e conseguimos interpretar a obra (leia o artigo sobre interpretação musical). Ou seja, a interpretação da obra que despertará sentimentos na plateia pode ser completamente sistematizada e lógica, fazendo com que a plateia aplauda o interprete e entenda-o como alguém de estrema sensibilidade.
Uma comprovação deste fato é a de que computadores com algoritmos específicos ou redes neurais conseguem compor músicas, ou executar obras da mesma forma que um humano consegue, simplesmente devido a possibilidade de analise puramente lógica da música.
Mas e todos os pianistas que executam obras sem realizar analise?
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| fMRI do cerebro ao executar música Fonte: Wikipedia |
Sendo assim é seguro afirmar que fazer e executar música é uma união de tudo. Música é onde exatas e humanas se encontram, convivem muito bem, e precisam trabalhar juntas. Por isso temos sociólogos, médicos e engenheiros músicos. Por isso temos até mesmo pugilistas músicos.
Conteúdo interessante sobre o assunto:
Música e a Matemática
http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/285
Música ajuda a moldar pessoas?
http://josiasdiegomartins.blogspot.com.br/2012/10/a-musica-ajuda-moldar-pessoas-parte-1.html
Quando iniciar o ensino de música?
http://josiasdiegomartins.blogspot.com.br/2013/01/quando-iniciar-o-ensino-de-musica-parte.html
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