Gravações - Repertório

As obras abaixo estão prontas e disponíveis para apresentações, concertos e recitais.


Nem todas as gravações foram atualizadas, portanto, algumas obras já possuem uma interpretação mais apurada.






Maiores informações, no Link Repertório e Downloads/Gravações

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Atualização da grade de estudos


Após a segunda aula com a Jeanine, precisarei re-organizar minha grade de estudos.

O primeiro movimento da Sonata op 14 n2 foi considerado "finalizado" de vez, e agora basta mante-lo. Devo iniciar, desta forma, o estudo do segundo movimento com mais ênfase.

A Invenção n° 4 não está propriamente pronta, mas está em vias de ser finalizada. Já estou trabalhando nas últimas observações da Jeanine referente a esta obra, como cuidados com a articulação, destaque do tema, cuidado com fraseados e etc. Em breve, devo gravar esta obra e disponibiliza-la para Download junto com as demais.

Basicamente:


  • Entrou o Estudo n° 7 de Cramer, que já havia iniciado a algum tempo atrás, mantêve-se o Op 10 n° 12 de Chopin, porém a idéia é finaliza-lo gradualmente, até o final do ano.


  • Na parte técnica, escalas e arpejos (arpeggios), em sentido direto e contrário, sendo que os arpejos devem ser estudos em sua fundamental, primeira e segunda inversão. As escalas a estudar são as que já foram vistas (Dó, Sol, RÉ, La, Mi e Si) e mais as escalas das tonalidades de cada uma das obras em estudo.


  • Para período Barroco, a Invenção n9, além de finalizar a invenção n4.


  • Para período clássico, além do segundo movimento da Sonata op 14 n2, foi adicionada uma Sonata de Haydn.


  • Período romântico, encaixa o Op 10 n12 de Chopin.



Basicamente, foram estas alterações, pois terei um "longo e atarefado" semestre. Já tenho 40 exercícios de circuítos elétricos para fazer e serem entregues em 20 dias, então, o tempo já está meio apertado. hehehe

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

1º Aula com a Jeanine

No final de semana passado (dia 30, para ser exato) fui a primeira aula com a professora Jeanine.

O que posso dizer? Superou todas as expectativas. A Jeanine é uma ótima professora/orientadora, tem domínio no que fala, e além de tudo, transmite calma e tranquilidade.


Como era de se esperar, esta primeira aula, ao meu ver, foi desastre (do meu lado, é claro). Faziam anos que não tocava em uma piano acústico, e o que mais tive problemas, foi justamente com o pedal (num primeiro momento) e a mecânica do teclado (num segundo momento).

O Pedal de um piano acústico de armário, e mais profundo, que o do clavinova. Isto acabou meu trazendo algumas dificuldades em doma-lo... (coisa que não consegui hehehehe). As músicas teimavam em sair emboladas, justamente por esta dificuldade e diferença grande do pedal. Também devo salientar que o piano acústico gera muito mais reverberação que um digital. Sendo assim, ao pressionar o pedal, a sustentação é mais longa (muito mais longa), o que faz com que tudo o que estudei, precisa ser re-estudado pensando no detalhe do pedal.

O segundo problema foi com o teclado. Como estou falando de um piano acústico de armário, suas teclas são mais "altas", e a ação dos martelos possui um pequeno "delay", frente ao piano digital, que simula um piano de calda. Neste aspecto, é mais fácil adaptar-se do que com o pedal.. hehehe A própria Jeanine informou-me que o piano havia sido transportado recentemente, e carecia de manutenção, esta que já estava agendada para a próxima semana.

Pois bem, muitas anotações foram feitas, e muita coisinha precisa ser melhorada.

Basicamente:

- O Pedal deve ser usado apenas, e unicamente, para ligação. Utiliza-lo o mínimo possível, justamente devido ao problema de ação do mesmo. Nunca se sabe como ele se comporta, cada piano é diferente entre si. Então, o ideal é depender o menos possível do pedal de sustein.

Para facilitar meu estudo, configurei o Clavinova para gerar o máximo possível de reverberação. Desta forma, fica um pouco mais próximo do piano acústico. (é claro, meu clavinova por seu mais antigo e um modelo de entrada, não simula harmônicos, o que dificulta um pouco neste sentido)

- Cuidar com os fraseados. As músicas devem ser claras, e para isto, tudo deve ser muito bem articulado, para que seja possível perceber o tema com facilidade.

Pois bem, minha tarefa, basicamente consiste em dissecar as músicas em pedaços, e re-estudalas, pensando no fraseado, articulação, e redução do uso do pedal.

As obras devem ser estudas por partes. E sempre que encontrar dificuldade num trecho, estuda-lo separadamente.

O que deve ser preparado/revisado para próxima aula, cuidando o que foi apontado:

  • Sonata Op 14 n2, primeiro movimento de Beethoven
  • Sonata Op 49 n2, primeiro e segundo movimento de Beethoven
  • Invenção n4 de Bach
  • Estudo Op 10 n12 de Chopin
  • Escalas da tonalidade de cada uma destas obras

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Concertos comunitários Zaffari - NH - 31/07/2011

No domingo do dia 31/07/2011, a comunidade Hamburguense foi brindada pela Orquestra Filarmônica da PUCRS, através da série de concertos comunitários Zaffari.

Para quem não conhece, estes concertos são voltados ao público leigo. A Companhia Zaffari Bourbon, junto com a Tramontina, Opus e PUCRS patrocinam o evento, cujo fim, é levar musica de qualidade para o interior do Rio Grande do Sul, mesclando repertório erudito com  popular.

Neste ano, o repertório trazia desde Puccini a adaptações de ABBA, junto com coreografia do grupo Ballet Concerto

Ao todo, foram 13 obras apresentadas, sob a regência do Maestro Márcio Buzatto. O saguão da FENAC não estava totalmente cheio, pois infelizmente o tempo não cooperou. Estava um dia frio e chuvoso. Mas é claro que eu não iria perder esta concerto, pois já tive aulas de piano com o Márcio no passado (foi meu primeiro professor).

Gostei muito da condução da orquestra por parte do Márcio, e podemos dizer que não deixa a dever para o antigo Maestro da Filarmônica PUCRS, e mesmo estando a pouco tempo no comando da mesma, já demonstra um bom controle sobre a mesma.

No mais, abaixo seguem algumas fotos e gravações (vídeos no final) feitas com minha câmera. Infelizmente, a câmera não é "das melhores", mas já da para ter uma idéia do concerto.


Fotos:











Vídeos:





sexta-feira, 29 de julho de 2011

A importância da escrita musical - parte 2

A notação musical tem como principio propiciar a transmissão das obras da forma mais pura e precisa possível. Quando um compositor produz e compõe uma música, é natural que ele queira que esta seja reproduzida da forma mais fiel possível, que cada nota esteja em seu lugar, e que as indicações de dinâmica sejam seguidas a rigor, mantendo a obra dentro do seu caráter original e de sua forma.

Portanto, a escrita musical foi desenvolvida e aprimorada para este fim, dar ferramentas aos compositores para que suas ideias possam ser transmitidas da forma mais precisa possível. Sendo assim, qualquer músico poderá, mesmo após centenas de anos, executar a obra com precisão, tendo ao menos alguma certeza de que a música estaria sendo executado da mesma forma que o compositor a idealizou.

Para ilustrar a importância da escrita musical, podemos pegar como exemplo a brincadeira do "telefone sem fio". Se você possui 30 pessoas envolvidas na brincadeira, e fala uma simples frase para a primeira, possivelmente quando chegar na última, observará uma diferença relativamente grande da frase dita inicialmente. Porém, a não ser que algum dos integrantes queira "sacanear" durante a brincadeira, possivelmente a ideia central da frase irá chegar do outro lado.

Com a música, não é diferente. A oralidade quando é feita de forma séria tende a sintetizar os fatos, para facilitar a memorização, e manter o fator central intocado e mais claro. Neste caso, falando em músicas percebemos que com o tempo obras que eram complexas, tornam-se apenas um motivo melódico (tema) nas mentes das pessoas.

Podemos pegar como exemplo moderno, a Sinfonia n° 9 de Beethoven


Abaixo, temos apenas o tema do quarto (4°) movimento da Sinfonia n° 9 e Beethoven, também conhecido como movimento coral, ou Ode to Joy (ode a alegria).

Tema da Nona Sinfonia


E na imagem a seguir, temos uma página deste mesmo quarto movimento, o mais próximo do original possível, utilizado por orquestras para reproduzir a obra completa L. V. Beethoven:



Podemos dizer que 95% da população mundial, tem em suas mentes apenas o tema desta grandiosa obra, tendo sintetizado a música ao máximo. Podemos perceber que as pessoas acabam por eliminar/esquecer os violinos, violas, chelos, baixos, trompas, tímpano, oboé, clarinete, coral, soprano, barítono e etc.

Ou seja, a escrita musical, é tão importante para a música, como a escrita "alfabética" é para o nosso dia a dia, e para a produção intelecto-cultural da humanidade.


Produção musical POP: Um problema para o futuro?

Com o surgimento da cultura POP, e a ascensão de estilos musicais como o JAZ e o Blues, tivemos uma grande revolução musical surgindo ao redor do mundo. A musica não precisava mais ser fruto da erudição. Ela poderia surgir do povo, e para o povo. Assim, surgem as músicas improvisadas e formas mais simples de composição e notação musical.

Com o tempo a musica atingiu a forma que temos hoje, e que predomina frente ao conhecimento popular. Letras escritas e cifradas onde estas cifras lembram a harmonia e evolução harmônica da música, servindo como base para o motivo melódico que passa a ser cantado.

Estas notações não são novas, mas passaram a ser amplamente utilizadas em nossa era. Criando toda uma classe de novos compositores e músicos, e tornando as obras mais próximas da poesia do que da própria música. Hoje, é normal você encontrar compositores que desconhecem os conceitos de "harmonia", e mesmo de escala e dinâmica, coisas básicas para qualquer músico e compositor. E neste ponto, temos um grande problema.

Como já mensionado no artigo anterior, nossa memória tende a simplificar as coisas, portanto o correto uso da notação musical e o aprendizado da escrita são fundamentais para que as obras sejam perpetuadas.

Muitos dos Salmos escritos na Bíblia eram cantados. Nos não temos ideia hoje de como eram estas melodias, simplesmente devido a falta de notação musical que possa ser compreendida por nós hoje, e que dê o sentido melódico as obras.

Eliminando qualquer problema relacionado ao idioma (Hebraico e Aramaico, no exemplo), se estas obras possuíssem notação musical moderna, poderíamos canta-las tal qual era feito em sua época.

Neste ponto, chego a seguinte conclusão: Corremos um grande risco de termos uma enorme quantidade de obras desconhecidas no futuro, simplesmente pelo fato de que seus compositores não se utilizam das formas de notação musical disponíveis.

O ensino musical deveria fazer parte do currículo escolar. Ao menos aprender a ler e escrever notas. Se nós aprendemos física, química, Matemática, Artes e tantas outras matérias, algumas vezes aprendendo apenas  o básico para que possamos ser direcionados para uma profissão no futuro, me pergunto o por que de não aprendermos música nas escolas.

Ao menos, todos saberiam como escrever uma melodia, proporcionando assim o conhecimento necessário para que compositores amadores pudessem escrever as melodias de suas músicas, registrando-as assim para a posteridade.


A importância da escrita musical - Parte 1

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Retornando aos estudos

Após uma breve pausa, devido a um problema de saúde, estou retornando aos estudos.

No fim das contas foi um problema muscular, apenas uma contratura, comum nestes dias de frio, mas que podem causar bastante dor.

Agora, recuperado, retorno aos estudos, pois tenho muita coisa para estudar e por em dia, tendo em vista que a aula com a Jeanine já é no próximo fim de semana.