Gravações - Repertório

As obras abaixo estão prontas e disponíveis para apresentações, concertos e recitais.


Nem todas as gravações foram atualizadas, portanto, algumas obras já possuem uma interpretação mais apurada.






Maiores informações, no Link Repertório e Downloads/Gravações
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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Neste último domingo, dia 25 de abril, ocorreu mais um concerto regular da Orquestra Aurora, na comunidade Concórdia. Em breve, irei liberar minhas impressões a respeito do concerto.

Em um post anterior, havia comunicado aos leitores que faria uma pequena participação neste concerto, cuja a temática central foi Bach e sua Obra. 

Para este concerto, preparei o Prelúdio e Fuga n2 do Cravo Bem Temperado, além de ter realizado uma participação junto a orquestra na obra de fechamento do concerto, Jesus Alegria dos Homens.

Infelizmente, não dispunha de câmera para gravar este concerto, mas consegui um vídeo do Prelúdio n2. Acredito que em breve, a Orquestra Aurora deve publicar alguns vídeos. Conforme estes forem liberados, eu vou colocando-os aqui no Blog.


Abaixo, para quem quiser conferir, Prelúdio n2 do CBT Vol1, de Bach.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Concerto no seminário







Conforme postado anteriormente (aqui), efetuei um recital de piano no seminário Concórdia na última sexta-feira. Já planejava um retorno aos recitais a algum tempo, mas nenhuma possibilidade real ainda havia me sido apresentada, até que o prof. Me. Raul Blum fez-me o convite para este evento, no dia 23 de agosto de 2013.

O último recital de maior importância que realizei ocorreu em 2005 na fundação Scheffel (conforme relatado aqui), ou seja, já faziam 8 anos que não subia ao palco para realização de um recital solo com repertório amplo e relativamente longo. Os nervos estavam a flor da pele, pois tudo é diferente de 2005, as circunstâncias são outras e o tempo disponível para preparo e reduzido.


O Preparo

O preparo para o recital foi lento e gradual, mas realmente teve seu início com a escolha do repertório em junho de 2013. Metade do repertório escolhido já havia sido estudado, como as obras de Chopin e o primeiro
Programa do recital
movimento das sonatas de Mozart e Beethoven, sendo necessário apenas suas revisões.

Porém, no repertório constavam alguns pequenos desafios, obras que não estou muito habituado a executar, como o compositor moderno Debussy, Mozart e Bach. Destes compositores, foram escolhidas as obras "Le Petit Nègre", "Sonata Facie" e o "Prelúdio e Fuga n2 do Cravo bem temperado Volume 1", respectivamente.

A única obra mais "simples", pode ser considerada a Sonata Facile, de Mozart, porém, sua interpretação possui armadilhas (como já comentado neste post). As demais obras possuem um certo nível de dificuldade, sendo que o Cravo Bem Temperado não pode ser considerado acessível.

Basicamente, sou mais acostumado (e prefiro) a executar repertório romântico. Desta forma, este repertório não só foi de difícil estudo (pois eu sempre tendo a romanceá-lo demais) como foi um grande desafio, que ajudaria a abrir mais meu entendimento de música e ampliar fronteiras.


Tempo

O tempo disponível para estudo foi muito escasso. Com faculdade e trabalho, muitos problemas para serem resolvidos, além de problemas de saúde que deixaram-me acamado durante alguns dias do mês de julho, a única opção era concluir 70% das músicas durante o período de férias. Ou seja, apenas duas semanas antes do recital.

Para um pianista experiente, duas semanas é mais que o necessário para preparar o repertório de um recital de uma hora, porém, para alguém que não vive de música e não possui a pratica cotidiana, torna-se uma tarefa complicada e um grande desafio.


O Recital




 Após passadas as duas semanas de estudo, possuia todas as músicas devidamente prontas. Em casa conseguia executar todas as obras, em sequência, sem qualquer erro. Inclusive, efetuei as gravações publicadas no dia 25 de agosto. 


 O concerto, no geral, me pareceu bom. As interpretações das obras foram satisfatórias, e apesar dos erros devido ao nervosismo, o publico pareceu ter gostado da apresentação. Muitas fotos e cumprimentos por parte de estudantes da faculdade de teologia, e perguntas de como conseguia conciliar faculdade, trabalho e música de tal nível ocorreram após a conclusão do recital.




Agradeço a todos pela oportunidade e pela ótima plateia, que apesar do frio e da chuva, compareceu em um bom número. Não poderia deixar de salientar a boa educação da plateia, que ao contrário do que vemos em outros concertos e recitais, não aplaudiu entre os movimentos das sonatas ou durante pausas longas e fermatas do repertório romântico! Não é todo o dia que vemos uma plateia como esta!


Gravações do recital

 Mais uma vez estávamos sem a FZ40, portanto utilizamos minha câmera, que não possui boa qualidade de gravação. A imagem fica muito escura, e o som não possui profundidade (você perde um pouco a noção de dinâmicas, pois ela tende a normalizar o som), além de ser muito metalizado.


Mas, algumas ficaram a contento. Tirando os erros por esbarro, devido ao nervosismo vocês podem conferir o resultado de algumas execuções abaixo.




segunda-feira, 29 de julho de 2013

História e uma breve análise de Le Petit Négre de Claude Debussy

Clude Debussy, foi um grande músico e compositor francês,nascido em 22 de agosto de 1862, tendo falecido em 25 de março de 1918.

Sua obra é pouco acessível, sendo complexa devido a sua densidade tonal e caráter inovador para a época, tendo ligação direta com o movimento impressionista. É comum o uso de cromatismo e figuras para demonstrar algum fenômeno, como por exemplo, a chuva caindo ou uma tempestade. Debussy também decidiu não ater-se ao método clássico de composição, desta forma temos obras cuja harmonia soa um tanto aleatória, e o aparecimento de cromatismos constantes com cadências pouco usuais na época.


Le Petit Nègre - The Litle Nigar - O Pequeno Negro

Esta obra foi composta em 1909, sua tonalidade é Dó Maior, porém, sendo uma obra impressionista moderna, sua tonalidade pouco diz respeito acerca da música.

Não existem muitas informações acerca da obra, sabe-se que foi escrita pouco após Debussy compor "golliwogs-cakewalk", uma coleção de pequenas composições simples para piano, dedicadas a sua filha. Alguns acreditam que "Le Petit Nègre" deveria fazer parte deste conjunto de composições, devido a sua similaridade com as demais obras.

Podemos perceber nesta peça muitas características modernas e impressionistas, como um a melodia granular e ritmada, que se perde e se mistura a cadência cromática, até tornar-se indistinguível. Após a cadência cromática, uma nova melodia é introduzida, esta mais clara, que leva a música novamente a uma melodia granular ritmada.

Em termos técnicos, trata-se de uma obra simples, apresentando dificuldade apenas em sua cadência cromática, que deve ser leve, e ao mesmo tempo misturar-se a melodia gradualmente afim de denotar as características próprias do período.

Abaixo, minha gravação para esta obra:

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Visita a capela da Ulbra - Parte 1

No dia de 6 de Julho, realizamos com os alunos de teclado e piano da escola de música da comunidade São Paulo, uma visita na capela da ULBRA Canoas, com intuito de conhecer os instrumentos que a mesma dispões e aprender um pouco de sua história.

Neste passeio fomos recebidos pelo Pastor Mestre Paulo Brum (mestre em Práticas interpretativas em Orgão de Tubos pela UFRGS) que nos guiou e demonstrou todos os instrumentos de teclado da capela, além de tirar dúvidas as respeito de instrumentos de percussão.


Piano

  A capela da Ulbra possui a disposição um piano Steinway, 1876, fabricado nos Estados Unidos. Este instrumento dispensa qualquer apresentação,  sua marca e histórico falam por si, sendo uma das melhores
Data de fabricação - Piano Steinway
ULBRA Canoas
marcas do mundo em fabricação de pianos para concerto. Este instrumento possui um teclado muito bem regulado e sensível, possibilidade a exploração de diversas sonoridades ao interprete.

Todo o piano está muito bem conservado, e sua sonoridade é impar. Algo que me chama muito atenção ao experimentar pianos acústicos (principalmente de concerto) é a responsividade das teclas, a profundidade do som devido aos harmônicos e a reverberação na caixa acústica, harpa e placa de ressonância, sem falar no efeito do pedal. Mesmo os pianos mais modernos, como os Clavinovas do topo da linha CVP  não conseguem ser parecidos com um piano acústico como este, errando feio na hora de simular reverberação e harmônicos.

Piano Steinway - ULBRA Canoas

Uma das maiores dificuldades que tive ao tocar neste piano foi a adaptação ao sustein. Os pianos acústicos tendem a sustentar as notas por mais tempo do que os pianos digitais, desta forma torna-se comum que alguém acostumado a estudar em pianos digitais deixe "embolar" o som fazendo com que a melodia (voz principal) da música não fique clara. Isto ocorre por diversos motivos, onde podemos enumerar desde fatores ambientais até mesmo de construção do piano acústico.

Devemos entender que os pianos digitais possuem um número finito de frequências e notas que podem processar e iterações harmônicas que podem calcular. Eles também não sofrem influências do tipo de sala e material desta sala, e nem influência direta da umidade do ar como ocorre com os instrumentos acústicos. A sonoridade de um piano acústico muda drasticamente em um ambiente seco (baixa umidade relativa) e em um ambiente úmido, desta forma, o som capturado para geração de exemplos (sample dos pianos digitais) normalmente é um som perfeito e ideal, capturado em ambiente controlado (baixa umidade, sem ecos e reverberação por influência externa e etc), fazendo com que não seja perfeitamente igual ao de um piano em condições reais de uso.

Devido a isto, um pianista que estude sempre em pianos digitais, deve ter algum tempo disponível com o instrumento onde realizará o concerto afim de adaptar suas técnicas, uma vez que a diferença é simplesmente gritante. É claro que alguns pianos digitais (como os CVPs mais caros da Yamaha) possuem diversos ajustes que conseguem controlar reverberação, intensidade de harmônicos e até mesmo inserir profundidade da sala, e outras variáveis afim de aproximar o som do instrumento de pianos em situações reais, porém, enquanto não existir uma forma de simular em tempo real todas as variáveis envolvidas, nunca teremos um som perfeitamente real.

Piano Steinway - ULBRA Canoas

Portanto, é uma experiência ímpar tocar em um instrumento de concerto, cuja qualidade é garantida e atestada mundo a fora. Instrumentos como este estão a disposição apenas em universidades, grandes escolas de música e salas de concerto, devido a seu alto preço (iniciando nos 140.000 Dólares) e de seu alto custo de manutenção.


Parte 2: Clavicórdio e Cravo 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Nova Gravação - Le Petit Nègre

Na noite anterior, finalmente resolvi efetuar a gravação de "Le Petit Nègre". Esta gravação já havia sido prometida por volta de maio, mas não consegui tempo para efetua-la na época.

 Abaixo, segue a nova gravação. Em breve estarei disponibilizando uma breve análise da obra e seu histórico. Espero que gostem.


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Recital no Museu Scheffel

Em minha cidade, o sonho de qualquer aspirante a músico no ramo erudito é fazer um recital/concerto solo no Museu Scheffel.
Museu de artes Scheffel - N. Hamburgo

O Museu Scheffel, que faz parte da Fundação Ernesto Frederico Scheffel, é o palco dos concertos mais importantes da cidade, pianistas internacionais e músicos renomados já subiram neste palco.

Lembro-me que no inicio de meus estudos, por volta de 2002, assisti a um concerto da Pianista Olinda Alessandrini. Sem palavras para a destresa com a qual ela executara várias obras de Heitor Villa Lobos, pensei comigo mesmo: "Algum dia quero tocar neste palco".

O momento chegou em 2005.

Infelizmente, nesta época não estava mais no Instituto dos Meninos Cantores de Novo Hamburgo, devido a vários problemas internos, eles estavam com dificuldades, o que fez com que a maioria dos bons professores saíssem do local (como comentado neste post), e meu professor foi um deles.
Reportagem no Jornal NH
sobre o Recital no Museu Scheffel

Acabei indo parar na escola da Professora Iara Rick. Cheio de vontade, sonhos e esperanças, a professora marcou uma audição, para escutar-me e ver como estava.

Lembro-me até hoje, quando mostrei-lhe que estava estudando piano a pouco mais de 4 anos, e executei a Op 66 (Fantasia Improviso) de Chopin, uma parte do Op 10 n° 12, que estava em estudo, sem errar uma nota sequer. Fui aceito na escola, e logo na outra semana a professora quis preparar um repertório para levar a concerto (mais detalhes aqui).

O repertório escolhido foi um tanto seguro, apenas duas obras exigiam um nível técnico maior, sendo elas a Op 66 de Chopin e o primeiro movimento da Sonata nº 10 de Beethoven, que havia sido preparada para as provas da UFRGS. Esta última, ainda na época do Professor Jessé.

Ainda, ao final deste recital, executei uma composição própria, um estudo, voltado a agilidade de cromáticas, escalas com terças e quintas e arpeggios.

Como havia comentado em um post anterior, sempre tive uma certa dificuldade com a leitura, o que fez com que criasse uma série de estudos técnicos, desta forma não precisaria gastar tanto tempo com a leitura.

Um deles foi executado neste recital. Infelizmente não cheguei a criar partitura para estas obras, mas ainda devo possuir uma gravação simples (feita com meu piano acústico) escondida nas profundezas do meu HD ou em algum Backup.



Surpresas da vida.


Como de costume, fazemos sempre um ensaio no piano da sala de concerto algumas horas antes da apresentação, afim de perceber o desempenho do instrumento e adaptar a técnica para o mesmo.

Durante o ensaio, um jovem estava circulando pelo museu, observando as belas pinturas de Ernesto Frederico Scheffel, acreditei que fosse apenas um visitante, que entrara no museu para apreciar a arte, algo comum pois o museu faz parte da rota turística da cidade, estando no centro histórico de Novo Hamburgo.

Ao final do concerto, me deparo com a mesma pessoa. Tratava-se de um jovem artista, que estava analisando e estudando as obras de Scheffel, e que ao escutar-me durante a tarde, resolveu assistir ao concerto a noite.

O que marcou-me, foi que ele gostou muito da interpretação da Grande Valsa Brilhante de Chopin, tendo dito que a mesma ficou muito viva. Também tendo elogiado o toque ao piano, como sendo forte, preciso, e suave quando necessário. Infelizmente minha memória não é mais tão boa como já foi, então não consigo lembrar-me exatamente as palavras ditas.

O mais interessante, que a mesma interpretação que ele achou ótima, foi a aquela que minha orientadora mais detestou. Fiquei escutando sermões por quase um mês devido a minha "traquinagem".



A traquinagem


Como falei anteriormente, para minha orientadora eu "passei dos limites" com minha interpretação da Grande Valsa Brilhante de Chopin.

Basicamente, sempre fui meio impetuoso e enérgico em minhas interpretações, confesso que muitas vezes, no calor do momento exagero, mas sempre tento imprimir minha identidade na interpretação, mantendo-me dentro daquilo a que a peça se propõe.

Porém, minha professora vinha a quase um mês tentando fazer com que a peça ficasse semelhante a tantas outras interpretações, ao meu ver, um tanto apagada para ser uma "Valsa Brilhante" (é claro, o título brilhante refere-se mais a a tonalidade do que a forma de toca-la).

A "traquinagem", basicamente, ocorreu da seguinte forma: Para que minha orientadora não ficasse me "apurrinhando" a paciência, eu fiz exatamente aquilo que ela queria, detalhe, apenas durante os ensaios.

Bom, deu certo, as pessoas gostaram da interpretação, infelizmente minha orientadora não.



Algumas fotos, em Slideshow abaixo: