Gravações - Repertório

As obras abaixo estão prontas e disponíveis para apresentações, concertos e recitais.


Nem todas as gravações foram atualizadas, portanto, algumas obras já possuem uma interpretação mais apurada.






Maiores informações, no Link Repertório e Downloads/Gravações
Mostrando postagens com marcador piano. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Neste último domingo, dia 25 de abril, ocorreu mais um concerto regular da Orquestra Aurora, na comunidade Concórdia. Em breve, irei liberar minhas impressões a respeito do concerto.

Em um post anterior, havia comunicado aos leitores que faria uma pequena participação neste concerto, cuja a temática central foi Bach e sua Obra. 

Para este concerto, preparei o Prelúdio e Fuga n2 do Cravo Bem Temperado, além de ter realizado uma participação junto a orquestra na obra de fechamento do concerto, Jesus Alegria dos Homens.

Infelizmente, não dispunha de câmera para gravar este concerto, mas consegui um vídeo do Prelúdio n2. Acredito que em breve, a Orquestra Aurora deve publicar alguns vídeos. Conforme estes forem liberados, eu vou colocando-os aqui no Blog.


Abaixo, para quem quiser conferir, Prelúdio n2 do CBT Vol1, de Bach.


terça-feira, 5 de abril de 2016

Pianista Desajeitado participa de Concerto da Orquestra Aurora

No dia 24 de abril, ocorre na Comunidade Evangelica Luterana Concórdia (IELB) de São Leopoldo/RS mais um concerto regular da Orquestra Aurora. Desta vez, a temática do concerto é J. S. Bach e sua obra. Serão apresentadas obras como Prelúdios e Fugas do CBT, Jesus Alegria dos Homens e Minuetos.

Onde: Igreja Evangelica Luterana Concórdia de São Leopoldo/RS
Quando: Dia 24 de abril, as 18 horas
Entrada Franca


Sobra a Orquestra Aurora
"A orquestra AURORA surgiu inicialmente do trabalho conjunto de Caroline Carvalho, Thiago Kreutz e Kauê Trojan. Ela é a continuação de trabalhos iniciados há anos atrás buscando colocar em cena um trabalho de música, de forma alternativa aos grandes teatros.
Muitas pessoas colaboraram ao longo dos anos.
No final de 2014, o grupo batiza-se de "Aurora das Artes", e a orquestra de "Orquestra AURORA" 
O grupo é aberto: a cada apresentação aceita-se a participação de pessoas novas que estejam interessadas, independentemente de idade ou formação." (fonte: http://www.auroradasartes.com/#!sobre-2/c3fg, 2016)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Retornando aos estudos - E agora? - Parte 2


No artigo anterior foi abordado basicamente o estudo técnico, e a forma de estudo no inicio desta caminhada. Abaixo, você pode conferir a primeira parte desta sequência:

Dando continuidade e finalizando esta pequena sequência de artigos, irei falar sobre escolha de repertório, peças simples para quem está reiniciando os estudos, revisão de repertório antigo e a alguns cuidados especiais que devemos tomar ao estudar.



Peças simples

Além do estudo técnico que deve ser gradual, é imprescindível aliar alguma música para o trabalho de interpretação. Aqui podemos citar Minuetos de Bach e Mozart, que possuem uma leitura simples e são peças curtas, porém trazem uma grande margem interpretativa.

1. Peças simples - Ana Magdalena Book (Link página no IMSLP)
    • Ana Magdalena compilou uma lista de Minuetos e peças simples que são amplamente utilizados para o ensino de música. Clicando no link acima você será levado a página especial no IMSLP contendo esta compilação. Uma dica é iniciar pelo Minueto em Sol maior (link pdf, no IMSLP), que é extremamente conhecido, podendo dar continuidade com o Minueto em Dó menor (link pdf, no IMSLP).
2. Prelúdios de Bach
    • Existem alguns prelúdios de Bach que não apresentam grande dificuldade, como o Prelúdio n°1 do Cravo bem Temperado Vol 1 (link pdf  no IMSLP).
3. Valsas de Chopin
    • Passadas estas obras, pode-se visitar algumas valsas de Chopin, como a Op 69 n2 - Valsa do Adeus.
4. Sonatinas e sonatas
    • Kulauh possui boas sonatinas, em especial a sonatina Op 55 n1 (escutar gravação no blog)  que não representa grande dificuldade técnica
    • Mozart também possui algum repertório interessante para nível intermediário. Podemos aqui falar das Sonatas em Dó maior (sonata facile) e da sonata em Sol maior.
    • Em Beethoven, pode-se escolher a Sonata Op 49 n2. Preferível tyer executado as Sonatas mencionadas anteriormente, antes de partir para Beethoven


Revisitando repertório antigo

É sempre interessante que revisite repertório antigo. Mas sempre com muito cuidado. Não tente executar de cara as últimas obras que esteve estudando/executando, pois seu nível técnico já não é o mesmo. De preferência a músicas mais simples que já estiveram em seu repertório e revisite as obras já estudadas anteriormente conforme sua evolução técnica for permitindo. Neste ponto, a ajuda de um professor é muito importante, pois ele saberá lhe orientar o que deve e o que não deve ser
revisto num determinado momento. A dica básica é: Trassar objetivos alcançáveis, e se ater a eles.

Por exemplo: Quando eu larguei os estudos do piano havia recém de concluído o estudo Op 10 n12 de Chopin, e o Transcendental n1 de Liszt, tendo iniciado o Op 10 n10 de Chopin. Estando quatro anos afastado do piano, meu nível técnico não era suficiente para executar qualquer uma destas obras, e caso insistisse nisto, poderia desenvoler alguma L.E.R. Portanto, é importante orientação, começar pelo estudo técnico, peças mais simples, e ir evoluindo no repertório.

Peças novas

É de grande importância que o seu repertório seja renovado. Não "viva de passado", insira músicas novas. Assim como é interessante e importante revisitar o repertório antigo, também é importante a adição de novas obras para que seu desenvolvimento seja mais abrangente.


Cuidados especiais

Os cuidados são sempre os mesmos, e vão desde a postura e ergonomia, ao estudo técnico adequado ao seu nível junto com um repertório flexível que se encaixe com a sua realidade. Para conseguir isto, o ideal é a ajuda de um professor, pois normalmente aquele que retorna a estudar por conta acaba "atropelando etapas", e isto pode ser prejudicial inclusive a sua saúde.

No mais, estas são as dicas. A música é para ser algo prazeroso, tanto para quem a executa, quanto para o público que a escuta. Portando, devemos estudar com calma e afinco. Um passo de cada vez, uma pedra por vez, é assim que se constrói um castelo!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Retornando aos estudos - E agora? - Parte 1



A maioria das pessoas que querem retornar ao estudo do piano enfrentam algumas dificuldades na hora de buscar por repertório.

Um dos grandes problema é, o que tocar? De onde começar?

Estas perguntas podem ser respondidas por um professor, que deve verificar as condições atuais do aluno, existem pessoas que mesmo sem estudar por anos a fio continuam com agilidade e grande capacidade (as vezes nem parece que ficaram tanto tempo sem estudar), mas estes são casos são raros, ou seja, não é regra. Portanto, alguns pontos são importantes antes de se lançar aos estudos.


Nesta sequência de artigos, vou abordar algumas dicas para quem deseja voltar a estudar piano, com algumas sugestões de músicas de nível básico e intermediário. Sempre deve-se ter em mente que o estudo precisa ser progressivo, queimar etapas não é algo interessante e por vezes pode causar problemas irreparáveis.



Organização e planejamento

Primeiramente, alguém que deseja voltar a estudar piano, precisa planejar, se organizar. Sem planejamento e organização, não conseguirá vencer os objetivos. Anteriormente falei sobre isto, no post "planejamento é preciso", mas vou colocar aqui apenas algumas dicas específicas e pontuais.

  • Estude todos os dias, mesmo que seja 20 minutos
  • Separe seu tempo de estudo em partes
    • Estudo técnico deve vir primeiro
    • Músicas após o estudo técnico
  • Aumente o tempo de estudo aos poucos, você não está mais acostumado a estudar horas a fio
  • Não desista, e não quebre o ciclo de estudos. É como ir à academia, se você deixar de ir um dia por ter preguiça, amanhã também vai ter preguiça.


Estudo técnico

Após muito tempo sem estudar é normal que você tenha dificuldades até mesmo em execuções simples. Portanto, é necessário revisitar os estudos técnicos. Existem muitos fatores aqui, que vão desde a musculatura que já não está mais acostumada com este tipo de esforço, ao cérebro que desaprendeu a forma correta de tocar. Portanto, exercícios técnicos são importantíssimos. Abaixo, seguem algumas dicas:
  1. Escalas, comece com as escalas Maiores
  2. Hanon, auxilia na "revitalização" da musculatura. Deve ser feito devagar e com muito cuidado. Aumentar o ritmo pouco-a-pouco
  3. Czerny, após "encher o saco" com o Hanon, passe para o Czerny, que além de trabalhar técnica, lhe possibilitará o trabalho de interpretação
  4. Cramer (Von Bulow), traz uma ótima coletânea de 50 estudos. Todos "musicais", que trabalham técnica e interpretação. Os estudos mais complexos se assemelham muito a alguns estudos de Chopin

Não deixe de ler a continuação do artigo, onde serão abordadas algumas peças simples para piano e dicas de estudo.


sexta-feira, 22 de março de 2013

Quando iniciar o ensino de música? - Parte 3




Dando continuidade a sequência de posts, vamos falar um pouco sobre o ensino de músicas para adultos.

Na segunda parte do artigo, falamos sobre o ensino para crianças, e quais seriam os motivos e os cuidados a serem tomados.
Quando iniciar o ensino de música? - Parte 2


Ensino para adultos

Muitos já devem ter ouvido o ditado "nunca é tarde para aprender", e aqui ele pode e deve ser aplicado. A música tem o poder de transformar pessoas, auxiliando na sua formação (leia o artigo A Música ajuda a "moldar" pessoas?e agregando conhecimento bem como auxiliando na concentração.


É fato que um adulto possuirá uma curva de aprendizado muito diferente de uma criança ou adolescente, muitas vezes apresentando maior dificuldade, porém é nesta idade que a perseverança já esta desenvolvida e o senso de dever está mais presente.


Desenvolvimento físico

No texto anterior enfatizamos que o piano é um instrumento deveras grande para as diminutas mãos de uma criança. Quando falamos de jovens e adultos, isto não é mais empecilho. É claro que todos os cuidados básicos quanto a ergonomia e postura devem ser tomados, porém ao lidar com jovens e adultos, as dificuldades de ajuste ao teclado são menores, e os exercícios são vencidos com maior facilidade.

Os cuidados básicos são voltados a postura frente ao piano e a forma de se executar as peças. É comum que jovens e adultos já possuam problemas de LER devido ao trabalho (como tendinite e bursite), portanto o professor deve ter um cuidado especial neste ponto, e orientar exercícios específicos para o pleno desenvolvimento técnico.


Concentração e disposição

Não podemos deixar de lembrar que jovens e adultos normalmente são mais focados naquilo que fazem, tendo maior facilidade para organizar seus estudos.

Obviamente também torna-se mais fácil a transposição de dificuldades, uma vez que o adulto tende a não desistir frente aos problemas, o que com crianças é mais difícil de trabalhar.

Normalmente é possível trabalhar de forma mais intensa, possibilitando estudo de nuances da música e correção de pequenos erros. Neste ponto o trabalho pode forcar-se na interpretação das obras e não apenas nas notas. Isto só é possível com maturidade, e uma criança ainda não a possui (na maioria dos casos).

Andamento do aprendizado

Aqui temos dois pontos a serem abordados. Uma criança aprende mais rápido. Alguns professores comparam uma criança a uma esponja seca, tudo o que lhe é oferecido, é absorvido, quase que espontaneamente.
Com adultos isto não ocorre, sua mente já tornou-se seletiva por já ter passado da faze de aprendizado da infância, portanto o método de estudo aplicado a um adulto deve ser diferente do método aplicado a uma criança. Obviamente para crianças são utilizados métodos infantis específicos, que tendem a prender a atenção da criança, porém deixando de lado o formato deste método, o conteúdo intrínseco será o mesmo.
Com o adulto, pode-se buscar um método mais maduro, que englobe a teoria musical e o desenvolvimento técnico de forma mais aprofundada, levando a um desenvolvimento mais pleno.

Alguns cuidados especiais devem ser tomados para com o desenvolvimento de vícios técnicos e de leitura, pois torna-se mais difícil para adultos corrigis erros após aprender de forma errada. Por isto é imprescindível salientar a necessidade do estudo com metrônomo, devagar e com muita atenção. O cuidado com o dedilhado deve ser redobrado, uma vez que este é muito importante para coibir erros de execução tais como esbarros.


Assim, devemos salientar que a velocidade de aprendizado do adulto varia de pessoa para pessoa, sendo normalmente mais lento que de uma criança. É claro que o desempenho dependerá basicamente do empenho, mas as dificuldade de aprendizado do adulto diferem das dificuldades de uma criança.


No fim das contas, o que é melhor?

Não existe uma idade ideal ou melhor para iniciar os estudos, o que existe é equilíbrio. Como já falado anteriormente, uma criança de 7 anos pode aprender piano, e isto irá ajuda-la no seu desenvolvimento, porém é necessário envolvimento da família, e esta deve estar atenta ao desenvolvimento da criança cuidando para que não ocorram exageros, ou que ela deixe os estudos de lado.

Com jovens e adultos este problema é reduzido, uma vez que ele iniciou seus estudos de música por conta própria, portanto o desenvolvimento do mesmo tende a ser mais tranquila e natural. Podemos perceber que jovens e adultos que descobrem a música criam um amor especial por seus instrumentos, muitas vezes mais forte do que aqueles que iniciaram os estudos ainda criança.

Também podemos ressaltar que alguns pianistas tiveram inicio de seus estudos de forma tardia (final da adolescência, por exemplo), e ainda assim conseguiram desenvolver-se plenamente. Portanto, o ensino de música serve para qualquer faixa de idade, e não é isto que irá definir o "quão longe irá chegar" em seu instrumento.

A melhor escolha, é iniciar seus estudos e não desistirpois a melhor hora de iniciar algo que será bom para você, é agora.

OBS: Em nosso trabalho de iniciação musical na CELPS-NH temos pessoas de todas as faixas de idade. Existem crianças, jovens e adultos com mais de 50 anos aprendendo flauta doce e teclado. É visível a melhora comportamental em muita crianças, e os adultos, mesmo aqueles que enfrentam dificuldades com o aprendizado, continuam participando das aulas. Vale lembrar que da mesma forma que algumas crianças possuem facilidade, e outras dificuldade, o mesmo também ocorre com adultos.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Quando iniciar o ensino de música? - Parte 2

Na primeira parte do artigo, esboçamos alguns dos motivos que podem auxiliar a entender o tema. Abaixo, segue o link para a primeira parte:
Quando iniciar o ensino de música? - Parte 1

Dando sequência, iremos abordar o ensino para crianças pequenas, na faixa de idade que compreende dos 4 aos 8 anos, idade esta que a criança possui grande facilidade de aprendizado e está ampliando seus horizontes. Será que esta é a melhor hora para coloca-la nas aulas de música?



Ensino quando criança


Primeiro devemos ter em mente que existem limitações. Uma criança de cinco anos não irá compreender uma sonatina da mesma forma que um pré-adolescente de doze anos, ou um adulto. Porém, o ensino nesta idade faz com que ao atingir a maturidade, ela já tenha desenvolvido grandes habilidade no que tange a memória e a leitura de notas. Um dos problemas com este pensamento, é justamente a dificuldade de impor um ritmo de estudo a criança que não afete o seu desenvolvimento. Crianças devem brincar e explorar o mundo, e não ficar trancadas dentro de uma sala estudando piano por horas e horas a fio.


Ergonomia e esforço

Outros problemas que também devemos prestar atenção estão ligados a ergonomia. Muitas crianças com grande capacidade acabam por desenvolver  L.E.R (lesão por esforço repetitivo), e  problemas posturais que precisarão lidar para o resto da vida.

João Carlos Martins. Um dos maiores
interpretes da obra de Bach que o
mundo já viu, teve sua carreira
abreviada por causa da L.E.R.
Observando grandes pianistas que iniciaram seus estudos nesta faixa de idade, podemos perceber alguns  problemas posturais e vícios de digitação. Não que estes problemas sejam críticos, a maioria deles são contornáveis, porém devemos ter em mente que um piano é um instrumento relativamente grande para as diminutas mãos de uma criança, sendo necessário adaptação do repertório e uso de técnicas específicas para que não desenvolva qualquer problema postural ou alguma L.E.R.

Portanto, antes de qualquer coisa, deve-se ter cuidado com o ensino. O profissional deve estar atento aos sinais, e perceber quando a criança está criando vícios e/ou gerando esforço demasiado para uma determinada música ou passagem, para assim intervir e corrigir antes que o problema se agrave. Neste ponto, saber as técnicas ideais para aplicar com crianças é imprescindível, pois como comentado, o teclado de um piano é grande demais para as diminutas mãos infantis.


Ritmo de estudo e algumas dicas

O ritmo de estudo é outra grande dificuldade. Normalmente o ensino de música torna-se massante e chato para uma criança pequena. Não existe forma de aprender música sem comprometimento e estudo, é necessário dedicar tempo para exercícios, que vão desde as chatas escalas aos intermináveis Hanons e Czerny. Estes são importantes para o desenvolvimento físico, e nunca devem ser deixados de lado, porém, são considerados chatos.

O professor precisa orientar o aluno a executar estes exercícios, sendo que o ideal é que alie o exercício a uma pequena musica/cantiga. Desta forma, o aluno executa uma escala (Dó maior, por exemplo) e posteriormente executa alguma pequena música na mesma tonalidade.

Inicialmente uma criança não deve ficar mais do que 30 minutos em frente ao piano. Este tempo pode ir aumentando conforme seu desenvolvimento, até chegar a uma hora por dia. Nunca esqueça que a criança possui outros afazeres, e um deles também é brincar.

Portanto, aos pais que desejam colocar suas crianças no ensino de música, estejam atentos ao tempo disponível para estudo. Se a criança já possui muitos afazeres, tenha em mente que ela precisa de tempo para brincar e descansar. Os pais também devem acompanhar a evolução da criança e ficar atentos.
É chato ficar escutando a criança tocar escalas e repetir notas? Com certeza é! Mas tente sentar ao lado e acompanhar, escutar o que ela esta fazendo e dar atenção. Como ela irá pegar amor e se interessar por algo que até mesmo seus pais demonstram ser chato?


E por fim, caso a criança esteja dedicando tempo em excesso, os pais também devem intervir e ajudar a organizar o horário, pois o excesso de estudo pode desenvolver lesões irreparáveis e vir a coibir o desenvolvimento interpessoal da criança, uma vez que ela estará deixando de brincar com os amiguinhos para ficar em uma sala tocando piano.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Quando iniciar o ensino de música? - Parte 1

Muitos pais, avós e parentes de crianças já vieram me perguntar, qual a idade ideal para que a criança comece a aprender música. As dúvidas são das mais variadas, desde se "é necessário ser alfabetizada para aprender música" até a questão do melhor método de ensino a ser empregado.

A primeira pergunta que faço é a seguinte:
- Qual o motivo que os levou a fazer este questionamento?

Ou seja, precisamos primeiro entender qual a in tenção por trás desta pergunta, e o que moveu a pessoa a realiza-la. Obviamente a resposta é muito simples: Desejam colocar uma criança nas aulas de música.


Motivos e a idade, devem andar juntos

O fato é que não existe uma idade ideal para começar o ensino musical. Existem doutores em música que defendem o ensino "tardio" como ideal, e outros que defendem o ensino ainda quando jovem. Cada um possuí seus prós e contras:


  • Ensino "tardio": Da oportunidade para que a criança escolha o instrumento que deseja estudar. Ela também irá estudar por conta própria, desenvolvendo por si mesma o desejo pelo aprendizado. Normalmente crianças nesta situação demonstram uma evolução muito rápida e pegam amor ao instrumento de uma forma mais natural. Aqui também devemos incluir pessoas já adultas que aprendem algum instrumento, e não necessariamente irão seguir carreira musical.

  • Ensino quando criança: É sabido que a maioria dos grandes mestres da música e grandes interpretes iniciaram seus estudos entre os 4 e 8 anos de idade. Iniciar o ensino de música nesta idade, aproveita o período em que a mente da criança está mais aberta ao aprendizado. É como uma esponja, pronta para absorver qualquer coisa nova que lhe for apresentada. 

Assim, ficamos em uma encruzilhada. Qual é a hora certa? Quais os motivos? Espero que ao final destes artigos, possa ajudar muitos a encontrar estas respostas. Mas antes de proceguir, deem uma lida no artigo abaixo:

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Planejamento é preciso

Não existe evolução sem planejamento e sem força de vontade. O planejamento está no cerne de tudo, desde grandes corporações ao estudo de um instrumento, então podemos perceber que um músico bem organizado tende a evoluir com maior rapidez, ou de forma mais sólida. Mas será que aquilo que é planejado sempre será executado a risca? Particularmente eu tenho visto que não.

Estive dando uma olhada em posts anteriores, e percebi que nem sempre segui com o que havia planejado. Neste post onde comemoro um ano de Um pianista "desajeitado" falo de um planejamento. A ideia era concluir duas obras relativamente complexas até o meio do ano, e se possível ainda gostaria de concluir uma terceira. Passou o tempo, e fiz apenas 33% do planejado. Será que realmente planejar é importante? Até que ponto o planejamento ajuda na evolução dos estudos?


Planejar é preciso


Particularmente eu acredito que mesmo você não conseguindo atingir as metas planejadas, elas devem ser colocadas. Sempre deve-se planejar e definir metas nos seus estudos. Sem elas você não tem um norte, e acaba não se focando em pontos importantes e necessários. Um professor de piano (ou qualquer instrumento) é importante justamente para auxiliar neste planejamento e efetuar ajustes e correções nele no decorrer do ano, além é claro, de corrigir erros. Portanto, mesmo não atingindo 100% do planejado, talvez sem a definição de metas não teria atingido sequer 1%.

Estipule metas, planeje. Mesmo que ao final você não tenha chegado a totalidade de seus objetivos, sempre terá conseguido evoluir. Organização, paciência, perseverança, são necessários para dar continuidade nos estudos, e o planejamento lhe ajuda a conquistar estas qualidades e manter-se no rumo.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Insônia - Uma oportunidade para estudar

A insônia é um problema que afeta em média, 25% dos adultos. Um dos principais fatores que causam a insônia é ansiedade, agravada pelo corre-corre do mundo moderno e pelas cobranças. Notas na faculdade, metas no trabalho, tempo para a família, tudo isto geram preocupações que podem se tornar ansiedade e levar a pessoa a um quadro de insônia. Você literalmente, não consegue pregar o olho.

Eu tenho muito problema com insônia. Faziam meses que não sentia na pele a dificuldade de dormir, acho que ainda estava com a mente em ritmo de férias, porém bastou iniciarem as provas e trabalhos acadêmicos que esta velha e infame companheira volta a atormentar minhas noites. Desde cálculo a circuitos elétricos, tudo se passa na mente de quem tenta acalmar-se e dormir. Quando você consegue aquietar a mente, vontade de ir ao banheiro, e o ciclo reinicia.

A noite passada foi o episodio mais recente. Conclui uma prova de estatística e retornei para casa quase uma hora antes do termino da aula, achando que poderia descansar um pouco. Quem disse que conseguia dormir? Já era 1 hora da manhã, quando desisti de lutar contra a falta de sono, munido de meus fones de ouvido fui ao Clavinova tocar Bach.



Transformando a insonia na amiga dos seus estudos, e acabando com ela!

Interessante como uma aula de teoria eletromagnetica tem o poder de transporta-lo para uma rede, em uma praia paradisíaca, sendo embalado pelo vendo que bate nas palmeiras, junto com uma canção leve e calma ao fundo. Por mais que queira ficar acordado, você sente muito sono, mas o que causa isso?

Simplesmente o fato de você precisar prestar atenção em tantos detalhes, e não poder desviar o olhar por um segundo sequer, causa um desgaste e um estresse  muito grande em sua mente. Este estresse por sua vez, é que faz o sono vir. Afinal, concentração extrema ligado a atividade intelectual cansa, e a única forma de repor a energia gasta é dormindo.

Portanto, ótima forma de você acabar com a insônia é estudando, seja cálculo, história, ou mesmo música. Eu escolhi a música, pois o simples fato de ler obras contraponteadas já estressante, junto isto a um andamento muito lento para conseguir ler corretamente as notas, e ao fato deste tipo de música relaxar, o sono retorna como se você tivesse tomado um comprimido de roypnol.

Portanto, fica a dica. Em noites de insônia, leia a primeira vista algumas obras de Bach, bem devagar.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

IMSLP - Biblioteca de Partituras de domínio público.

O IMSLP é um site que completa 6 asnos de existência. Seus ideais e principios são nobres, distribuir partituras de forma livre e gratuita, afinal de contas, grande parte das obras eruditas são de domínio público. Porém, infelizmente isto não se aplica as edições e revisões.




Abaixo, segue uma descrição copiada do próprio site:


"...O IMSLP tenta criar uma biblioteca virtual que contenha todas as partituras de domínio público, bem como partituras de compositores que desejem compartilhar as suas músicas com o mundo gratuitamente. Você pode ler a lista completa de objectivos que o IMSLP tentará alcançar.
O IMSLP também encoraja a troca de idéias musicais, tanto na criação de trabalhos musicais como na análise de trabalhos existentes. Por isso, sinta-se à vontade para criar/editar uma página com a sua análise de uma peça particular..."

Como assim, partituras de domínio público?

Isto mesmo. Como falei antes, as partituras que chegam em nossas mão foram revisadas e impressas por algum gráfica/editora.

A maioria das partituras compradas nas lojas passam por alguma revisão, podemos ver o nome do revisor no topo destas partituras, normalmente a direita:

Sublinhado em vermelho, você pode verificar o revisor

Este revisor normalmente é algum estudioso/mestre na obra do compositor em questão. Ele faz correções e adiciona comentários a partitura, que facilitam o entendimento do interprete.


Como assim, correções?

O computador só existe a algumas décadas, e popularizou-se a menos de duas décadas. Os softwares para edição de partitura são relativamente novos, e as antigas prensas mecânicas não eram preparadas para imprimir partituras. Desta forma, as partituras eram escritas e copiadas a mão.


Veja uma partitura original de Beethoven:


É fácil compreender a causa de divergências entre edições. Muitas obras originais são assim, rasuradas, riscadas, modificadas. De forma que muitas vezes já na primeira cópia feita pelo copista, ocorriam alterações acidentais.

Desta forma existem pessoas que estudam profundamente a obra de cada um destes compositores, de forma a entender o seu método de composição, a sua forma, o seu estilo. Estas pessoas conseguem, até certo ponto, dizer o que o compositor estaria pensando num determinado trecho obscuro da obra.

Basicamente, é isto que você paga quando compra uma partitura. O trabalho de revisão feito por um mestre.


Partituras livres

Muitas partituras já saíram do tempo de vigência dos direitos de autor. E justamente são estas que você irá encontrar no IMSLP.

Não significa que, por elas serem muitas vezes antigas, sejam ruins, pelo contrario, as diferenças devem ser relativamente sutis, muitas vezes não valendo a pena a compra de uma partitura com nova revisão.

Neste caso, se você é estudante de música, é sempre interessante possuir ao menos três versões diferentes para comparar, nisto o IMSLP poderá ajudar, e a biblioteca de uma faculdade de música, que contenha materiais atualizados.

domingo, 27 de março de 2011

Meu primeiro piano!

Como mencionei anteriormente, no post de título ambigüidade, por volta de 2002 adquiri meu primeiro piano.

E é a ele que irei dedicar este texto.

Estudar piano sem piano é especialmente complicado. Qualquer professor de piano que não incentive a compra de um, pode estar negligenciando o crescimento do aluno, pois torna-se simplesmente impossível o bom desenvolvimento técnico, pois as diferenças entre um teclado e o piano são simplesmente gritantes, que ultrapassam as simples "teclas a mais".

Bom, podemos listar algumas diferenças básicas:

  1. Número de teclas
  2. Peso das teclas, devido ao sistema mecânico
  3. Resposta das teclas e sensibilidade

Apenas estes 3 itens já fazem toda a diferença na hora de estudar.

Algumas peças simples para piano, e a grande maioria das peças de período barroco (que definitivamente não são simples) podem ser tocadas em 5 oitavas, por terem sido concebidas para uma primeira geração de cravos e orgãos, que possuíam uma amplitude harmônica menor do que os pianos, porém o desenvolvimento técnico neste caso acaba por ser prejudicado.

Devemos levar em consideração, num primeiro momento, o peso das teclas de um piano devido ao seu sistema  mecânico (êmbolos, martelos e etc), e também  a sensibilidade que este sistema proporciona, sendo necessário maior preparo técnico para a alcançar a devida precisão no toque, afim de fazer com que a música soe da melhor forma possível.


Meu primeiro piano

Agora chegamos ao meu primeiro piano.

Foi comprado em uma loginha em Porto Alegre. Tenho muito a agradecer a minha mãe, que mesmo sem ter tido muitas condições para tal compra, juntou um dinheiro para completar um valor que já existia para este fim, que ficara após o falecimento do meu pai (que fazia pouco tempo que ocorrera).

Munidos de 5.000 reais na época, saímos a procura de um piano, sabendo que com este valor não conseguiria comprar o melhor, mas já poderia ter um instrumento que pelo menos proporcionaria um estudo mais abrangente.

Foto de meu antigo piano aberto.
Em um anuncio no jornal, encontramos um piano da marca Cirei em uma loja chamada Rolads na grande Porto Alegre, por menos de 5.000 reais, que diziam estar totalmente reformado. Munidos do endereço, pegamos um ônibus e fomos a Porto Alegre.

Encontramos a loja, sentei-me ao piano, toquei, e gostei do que escutei. Tinha um som aveludado, uma boa resposta, e os fortes/fortíssimos soavam de forma brilhante. Acabamos fechando a compra do piano, pois não conseguíamos encontrar um instrumento mais barato.

Este piano me acompanhou por 6 anos, e foi importantíssimo para o estudo. Mas é claro, sempre existem problemas.

Afinação


Algo que não havia notado na loja, que notei apenas algum tempo depois dele estar em minha casa, foi a afinação. Este piano estava meio tom abaixo. Trocando em miúdos, se você apertasse a tecla DÓ, soaria um SI, se você apertasse a tecla RÉ, soaria um RÉ Bemol, por exemplo.

Isto seria muito ruim para meu ouvido, que acabou "desafinando" junto com o piano. Ainda hoje confundo-me um pouco, e não sei se estou escutando, por exemplo, um DÓ ou um SI, justamente por ter estudado 6 anos em um piano meio tom abaixo da afinação padrão.

Anos mais tarde, la por 2004, eu fui descobrir a causa disto. Desgaste da Arpa. Devido a idade do piano, as tarraxas não conseguiam mais segurar a afinação padrão, então, possivelmente optaram por baixar meio tom, cujas cordas ficam com uma pressão menor forçando menos as tarraxas.

Agora, você vai perguntar, como eu descobri isso? Da pior forma possível, afinando ele.

Em 2004 o Senhor Nilson , do Instituto de música, foi a minha casa afinar meu piano, e aproveitou e ensinou-me a afinar. Então aproveitamos e acertamos a afinação dele.

Bom, foi uma semana complicada, a afinação segurava 3 dias e sedia. Basicamente foram 15 dias até que ele começou a segurar mais a afinação. Passado um mês o piano já conseguia segurar melhor a afinação. Isto até certo ponto é normal, se você afinar um violão, por exemplo, em outra tonalidade, por umas duas semanas ele tende a "retrosseder" para a afinação antiga, tendo assim um tempo de adaptação.

Porém, como mencionei, devido ao desgaste, algumas notas teimavam em desafinar, sendo necessário assim a correção delas a cada 15 dias, ajuste este que eu mesmo conseguia fazer com uma chave improvisada, já que eu não possuía a chave de afinação.

Ajustes mecânicos


Não pense que um piano acústico vive apenas de afinação. Lembre-se que ele possui todo um sistema mecânico interno. A cada meio ano, o correto é efetuar a devida manutenção disto. Isto engloba a troca de feltros que existem nas conexões, reduzindo assim as folgas, ajustes de êmbolo, martelo e por ai vai, tudo para deixar o teclado mais preciso. Isto é necessário, para que se consiga estudar corretamente. Porém, nem todos tem dinheiro para fazer isto, e eu era um deles. A manutenção completa de um piano (afinação, ajustes e se necessário a reforma do sistema mecânico) pode ultrapassar facilmente os 500 reais.

Cupins


Qual o pianista que nunca teve medo destas pragas? Eu morava em uma casa toda de madeira, e isto foi problemático. Meu piano esteve infestado de cupins 2 vezes. A primeira vez chamamos um profissional para descupiniza-lo. Mas as pragas retornaram em menos de 1 ano. Então, a segunda vez eu mesmo fiz o trabalho.

Uma foto bem antiga, se bem lembro-me,
estava tocando a Sonata Patética
de Beethoven
Arredei o piano e lixei tudo. Localizei os furinhos de cupins e com uma chave verificava a profundidade do estrago. Quando o estrago era muito profundo, eu abria o buraco com a chave. Foi feito um preparado de Jimo, Naftalina e Olho queimado (diesel), que fui passando e injetando na madeira do piano todos os dias, durante duas semanas. Sim, a sala da casa estava com um cheiro horrível, mas não tinha outra opção. Após terminado isto ainda deixei assim poir quase um mês. Não tendo visto mais vestígios de cupins, fechei os buracos com uma massa especial, lixei para alinha e re-pintei.

Os cupins não incomodariam mais tão sedo, voltaram apenas 3 anos depois.


A Marca Cirei


Não encontrei muitas informações acerca desta marca. O que descobri que era natural de Porto Alegre, e que aparentemente eles fabricavam as arpas em série, o causava um indice relativamente grande de falhas. Por isto o problema de desgaste das tarrachas.
Também vim a descobrir que a madeira não era tratada, e o fatop dela ter sido cortada e utilizada antes da total secagem também faz com que seja mais propícia para os cupins.

Portanto, se alguém for comprar um piano desta marca, muito cuidado. Compre apenas se estiver mecanicamente impecável (leia-se reformado, e verifique se não existem folgas), e se for de uma loja de confiança, que tenha feito o devido tratamento da madeira. E ainda assim, somente vale a pena por um preço bem baixo (menos de 3000 reais).