Gravações - Repertório

As obras abaixo estão prontas e disponíveis para apresentações, concertos e recitais.


Nem todas as gravações foram atualizadas, portanto, algumas obras já possuem uma interpretação mais apurada.






Maiores informações, no Link Repertório e Downloads/Gravações

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

FEMUSC - Festival de Música de Santa Catarina

Anualmente ocorre um magnífico evento em Jaraguá do Sul / SC, chamado FEMUSC, com diversas apresentações, concertos e eventos, que vão desde oficinas de música a grandes concertos, passando por concertos de pianistas, cameratas e solistas dos mais variados.

Desconhecia o evento, e para minha surpresa e deleite, o mesmo é transmitido AO VIVO através de seu canal no YouTube. No mesmo canal, encontra-se um formidável acervo dos concertos passados, onde é possível conferir diversas peças e apresentações.

O FEMUSC oferece concertos para a comunidade, com entrada gratuita, durante 10 dias. Diariamente ocorrem dois grandes concertos no teatro principal, concerto de piano (as 18h) e concertos ao redor da cidade, no Shopping, Jardim Zoológico, parques e etc.

É um evento de grandes proporções e que movimenta a cidade inteira, que me fez inclusive pensar em organizar minhas férias para o período do concerto do próximo ano, de modo a prestigiar o evento.


Link para o canal: FEMUSC
Link para o site: http://www.femusc.com.br (contém a programação do evento)


Abaixo, vai um exemplo do que acontece no FEMUSC



quinta-feira, 28 de julho de 2016

TED Talks - A música e o cérebro

De forma a complementar o último artigo publicado aqui no Blog, compartilho com todos o vídeo abaixo. O mesmo encontra-se em inglês, mas possui legendas em português.



terça-feira, 28 de junho de 2016

Música é lógica ou emoção?

Esta é uma pergunta que se não todos, a grande maioria dos alunos me fazem, e na última semana entrei e um debate deveras interessante com um dos alunos de piano a respeito disto. Mas então, música é o que? Ela é logica, emocional ou uma mistura dos dois?



Entendendo o fundo da discussão 

O cerne desta discussão nos tempos modernos está ligada a eterna "briga" entre as ciências exatas e humanas. Não é de hoje que as universidades se separam em quatro grandes blocos: Ciências Exatas, Judiciário, Saúde e Humanas (sim, sei que judiciário está em humanas). Vemos esta polarização quase que diariamente na universidade, com pequenas rixas entre os futuros engenheiros, sociologos, psicologos, administradores, advogados, médicos e etc... O ponto focal aqui é sempre o ego dos envolvidos. Cada um acredita que seu curso é o mais difícil, como se isto fosse indicar a capacidade do profissional ou mesmo a qualidade do conhecimento envolvido. Como se conhecimento e erudição, pudessem ser mensurados qualitativamente entre as amplas áreas de conhecimento. Mas digo uma coisa, todo o tipo de conhecimento, toda a área do conhecimento humano, é importante. Cada pecinha faz com que a humanidade avance. Desde o engenheiro que desenvolve um chip até o sociólogo que analisa o comportamento humano e propõe melhorias a sociedade.


Mas e a música?

Entendendo isto, que na realidade o problema está nas pessoas, que querem se auto-afirmar através da área de conhecimento humano que mais se identificou, nós temos a música. A música que acompanha a sociedade desde seus primórdios, e que permeia a natureza, vem sendo jogada de um lado ao outro do conhecimento humano a séculos. O fato é que a música não pode ser definida como "puramente de humanas" e nem "puramente exata", pois existem traços de ambas as grandes áreas do conhecimento.

Música, permeia a natureza, vemos animais de diversos tipos fazendo música, e estes em sua maioria não possuem um cérebro com um córtex pré-frontal desenvolvido, dotado de capacidade para realizar analises e pensamento lógico complexo. Sabemos que a música (humana) foi desenvolvida ao longo dos séculos e milênios, adquirindo forma e escrita (leia o artigo "A importância da escrita musical")  recebendo um aspecto lógico e exato.

São diversas regras matemáticas incutidas na música, que vão desde a simples separação dos tempos nos compassos até a organização harmônica que da sentido a música. Em um nível mais alto e mais complexo de abstração, unimos todas estas informações e conseguimos interpretar a obra (leia o artigo sobre interpretação musical). Ou seja, a interpretação da obra que despertará sentimentos na plateia pode ser completamente sistematizada e lógica, fazendo com que a plateia aplauda o interprete e entenda-o como alguém de estrema sensibilidade.

Uma comprovação deste fato é a de que computadores com algoritmos específicos ou redes neurais conseguem compor músicas, ou executar obras da mesma forma que um humano consegue, simplesmente devido a possibilidade de analise puramente lógica da música.


Mas e todos os pianistas que executam obras sem realizar analise?

fMRI do cerebro ao executar música
Fonte: Wikipedia
O cérebro humano é extremamente complexo, e possui uma capacidade de "paralelismo" gigantesca. Cada vez que o pianista pressiona uma tecla, de uma determinada forma, é uma rede neural diferente que é acionada. Desta forma, ao executar uma passagem de uma música, temos milhares de pulsos elétricos acontecendo ao mesmo tempo no cérebro, e em diversas áreas distintas. Estudos com ressonância magnética funcional (em tempo real) demonstraram que uma pessoa executando uma música excita todas as áreas do cérebro, desde o córtex pré-frontal até áreas mais ligadas a emoção. O que acontece é que um músico ao executar uma obra, não só se baseia em seus estudos sobre a mesma, mas também traz consigo toda uma carga de experiências, desde uma memoria de algum outro interprete executando a mesma música, até sentimentos ligados a uma determinada tonalidade ou mesmo a tal música.

Sendo assim é seguro afirmar que fazer e executar música é uma união de tudo. Música é onde exatas e humanas se encontram, convivem muito bem, e precisam trabalhar juntas. Por isso temos sociólogos, médicos e engenheiros músicos. Por isso temos até mesmo pugilistas músicos.


Conteúdo interessante sobre o assunto:

Música e a Matemática
http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/285

Música ajuda a moldar pessoas?
http://josiasdiegomartins.blogspot.com.br/2012/10/a-musica-ajuda-moldar-pessoas-parte-1.html

Quando iniciar o ensino de música?
http://josiasdiegomartins.blogspot.com.br/2013/01/quando-iniciar-o-ensino-de-musica-parte.html

terça-feira, 21 de junho de 2016

Vídeo - Como ler música

O excelente vídeo abaixo apresenta uma forma bem didática para aprender a ler uma partitura musical. Vale muito a pena para quem está iniciando no aprendizado de música. O vídeo está em inglês, mas possui legenda em Português.



quinta-feira, 19 de maio de 2016

E o tal do nervosismo

É fato que todo musico/estudante, alguma vez na vida precisou ou precisará lidar com o nervosismo. Talvez o problema não seja o fato de apresentar-se a um grupo de pessoas, tampouco o fato de ser alvo do olhar e crítica das pessoas. Mas então, o que trava um músico ou estudante na hora de fazer uma apresentação? Seria isso um mistério? Talvez sim, talvez não. O fato é que cada pessoa poderá apontar um motivo, mas pelo que percebo todos eles retornam a um ponto: A importância do que está sendo realizado, e o que isto significa.

O mistério do nervosismo

A apresentação em si não é o problema. Não existe diferença entre o musico executar uma peça na segurança de seu lar, para sua família, ou para o público. Mas então, o que trava o músico? Uma mistura de fatores, irei enumerar alguns deles neste post, e imagino que muitas pessoas irão se identificar com eles, pois acredito que a fonte de nervosismo para palestras e apresentações variadas acabam tendo o mesmo fundo.

1 - Importância
A importância desta apresentação, seja ela uma grande concerto ou apenas um sarau de sua escola de musica, mexe diretamente com os nervos do músico. Por mais habilidoso que o músico seja, por mais preparado que esteja, se este for perfeccionista a tal ponto de não aceitar seus próprios erros, é um convite para o nervosismo. E é ai que mora o grande perigo: o nervosismo em excesso é um convite a esbarros. e erros bobos, que podem se transformar em esquecimento de uma passagem mais complexa bem na hora da apresentação.
2 - Necessidade
A necessidade pode ser um agravante para o nervosismo, bem como pode ser um auxiliar para um grande concerto. Mas usualmente, quando o músico une o primeiro item (importância) a este segundo, é receita para desastre. 
3 - A Obra
Este é um ponto que eu sempre tenho problemas: "A Obra". Este tópico está intimamente ligado a primeiro, pois a música que você estará executando, não é sua. É de outro compositor, que a construiu para um proposito, para transmitir uma mensagem. Existe um grande desafio na execução de músicas eruditas, ainda mais quando é obra sacra, que é manter a coerência da obra. Muitos músicos caem neste ponto, são perfeccionistas e minuciosos ao ponto de não aceitarem pequenos erros, pois a música não é sua, e atribui a si o dever de realizar uma performance minimamente decente, e sendo perfeccionista, não aceita nada que seja "ao menos como os estudos em casa" (ou seja, impecável).
4 - Preparo
E aqui entra o último tópico. Não há preparo técnico que consiga suplantar tamanha pressão psicológica auto-infringida. O músico se prepara, dias, semanas, as vezes meses para executar aquela cadência com  perfeição, para que cada contraponto e cada voz soe de forma diferente e única, para que a público consiga perceber as nuances entre as vozes daquela fuga, ou a sutileza na finalização de uma frase ou falsa re-exposição temática. Mas na hora da apresentação, não é o que acontece. A pressão psicológica auto-infringida trava, e coloca todas as horas de preparo no lixo. 

Este problema, é muito comum, cada pessoa aprende a lidar com ele ao longo da vida. Algumas pessoas, muito talentosas, acabam se afastando dos palcos por medo. O ideal, é conversar com alguém sobre isso, com seu professor, amigos músicos, ou mesmo buscar orientação de um psicologo. O ideal é que aprenda lidar com isto de forma natural, não tome remédios para ansiedade sem acompanhamento de um psicologo E um médico, pois este pode ser um caminho sem volta, uma vez que estamos falando de um fator psicológico.

É fato que todo músico passa por isso em algum momento da sua vida. E é fato, que muitos passa por isso cada vez que coloca o pé em um palco, por mais experientes que sejam. Mas o mais importante, é aprender a controlar os nervos e ficar sob-controle para dar o seu melhor quando for realizar sua performance.