Gravações - Repertório

As obras abaixo estão prontas e disponíveis para apresentações, concertos e recitais.


Nem todas as gravações foram atualizadas, portanto, algumas obras já possuem uma interpretação mais apurada.






Maiores informações, no Link Repertório e Downloads/Gravações

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Neste último domingo, dia 25 de abril, ocorreu mais um concerto regular da Orquestra Aurora, na comunidade Concórdia. Em breve, irei liberar minhas impressões a respeito do concerto.

Em um post anterior, havia comunicado aos leitores que faria uma pequena participação neste concerto, cuja a temática central foi Bach e sua Obra. 

Para este concerto, preparei o Prelúdio e Fuga n2 do Cravo Bem Temperado, além de ter realizado uma participação junto a orquestra na obra de fechamento do concerto, Jesus Alegria dos Homens.

Infelizmente, não dispunha de câmera para gravar este concerto, mas consegui um vídeo do Prelúdio n2. Acredito que em breve, a Orquestra Aurora deve publicar alguns vídeos. Conforme estes forem liberados, eu vou colocando-os aqui no Blog.


Abaixo, para quem quiser conferir, Prelúdio n2 do CBT Vol1, de Bach.


terça-feira, 5 de abril de 2016

Pianista Desajeitado participa de Concerto da Orquestra Aurora

No dia 24 de abril, ocorre na Comunidade Evangelica Luterana Concórdia (IELB) de São Leopoldo/RS mais um concerto regular da Orquestra Aurora. Desta vez, a temática do concerto é J. S. Bach e sua obra. Serão apresentadas obras como Prelúdios e Fugas do CBT, Jesus Alegria dos Homens e Minuetos.

Onde: Igreja Evangelica Luterana Concórdia de São Leopoldo/RS
Quando: Dia 24 de abril, as 18 horas
Entrada Franca


Sobra a Orquestra Aurora
"A orquestra AURORA surgiu inicialmente do trabalho conjunto de Caroline Carvalho, Thiago Kreutz e Kauê Trojan. Ela é a continuação de trabalhos iniciados há anos atrás buscando colocar em cena um trabalho de música, de forma alternativa aos grandes teatros.
Muitas pessoas colaboraram ao longo dos anos.
No final de 2014, o grupo batiza-se de "Aurora das Artes", e a orquestra de "Orquestra AURORA" 
O grupo é aberto: a cada apresentação aceita-se a participação de pessoas novas que estejam interessadas, independentemente de idade ou formação." (fonte: http://www.auroradasartes.com/#!sobre-2/c3fg, 2016)

segunda-feira, 28 de março de 2016

Estilo e forma musical para comunicar no âmbito litúrgico

A música permeia a sociedade deste os tempos antigos, sempre foi usada para tudo, desde recreação a rituais religiosos. Este fato tem muito a ver com o impacto que esta proporciona às pessoas envolvidas. Utilizamos música para relaxar, para empolgar, para pensar e filosofar. Utilizamos músicas para atingir o divino, e até mesmo para guerra, impulsionando a infantaria ou inflamando o povo, como Hitler já bem sabia. É fato que o ser humano, assim como a maioria dos animais, possui uma ligação íntima com a música e que a sua forma e estilo tem muito a ver com o que se quer comunicar.

A igreja percebeu isso desde os seus primórdios. De uma forma mais rudimentar, a música era utilizada na época do antigo testamento, mas foi somente a partir do desenvolvimento de instrumentos mais complexos e o amadurecimento da escrita musical e toda sua teoria, em grande parte na idade média e renascença, que estilo e forma foram utilizados de modo mais complexo e amplo para transmissão de uma determinada mensagem. Não que a forma e estilo da música nos tempos antigos não estavam ligados a mensagem, certamente que sim, porém com a erudição toda a gama de sons passa a ser utilizada de modo direcionado para obtenção de um determinado momento ou clima, levando as pessoas à reflexão. Sabe-se, por exemplo, que muitos órgãos de tubos da Europa são projetados com posicionamento estratégicos de seus tubos, de forma a proporcionar um sentimento de penitência ao crente que estava na igreja. Não somente os instrumentos passam a ser construídos com propósitos específicos, modelando seus timbres, como também as obras passam a ser construídas com forma e estilo específico para transmitir uma mensagem.

Sendo assim, a música deve ser utilizada de forma coesa, principalmente no ambiente religioso. Obras são compostas com tonalidade e estilo específico para cada período do calendário religioso. Bach, um dos maiores (se não o maior) compositores que este mundo já viu, compôs uma série de obras visando o calendário da igreja. Basicamente, Bach transcreveu o evangelho em música. Mas o ponto focal não são as obras em si, mas seu estilo e as figuras de linguagem presentes no arranjo e contraponto. Letra e música devem casar, a letra leva a uma reflexão mas ela por si só não garante a completa reflexão acerca do que está sendo cantado. Devido a isto sempre fui um grande defensor das obras clássicas presentes no Hinário Luterano, já esquecido em muitas igrejas ditas tradicionais.

Música não é apenas som, música é o som organizado para um proposito maior, e principalmente no âmbito litúrgico, letra e música precisam andar em conjunto para o momento de reflexão que o período requer. Ideal para esta reflexão é o período de paixão e páscoa, pois temos em três dias uma grande mudança no momento litúrgico (morte x vida). As obras de paixão apresentam em sua maioria um andamento moderado e tonalidades menores, pois não apenas a letra remete ao sofrimento de Cristo na cruz, mas também o arranjo e melodia se encaixa com o momento de reflexão. Cristo está morrendo, o Salvador foi pregado em uma cruz e seus seguidores não fazem ideia do que vai acontecer. O pecado do ser humano levou a este incidente. A música deve transparecer esta reflexão não apenas em sua letra, mas em seu arranjo como um todo, pois caso contrário, a reflexão não será completa e o objetivo de admoestação não será atingido, pois de acordo com a Palavra, são os pecados da humanidade que levaram Cristo à Cruz (e é esta a reflexão necessária para o período). Em contraponto as obras da paixão, as obras compostas para o domingo de páscoa apresentam andamentos mais alegres, tonalidades maiores e mais brilhantes. O arranjo é feito de forma a casar com a letra e levar a reflexão e revelação de que Cristo foi ressuscitado.


Com este exemplo, podemos perceber a importância do correto uso da forma e estilo musical para transmissão de uma mensagem. Sem esta preocupação, música se torna apenas canto, apenas "algo legal e bonito", não levando a completa reflexão a qual é destinada no âmbito litúrgico. Muito
cuidado deve ser tomado com a escolha das músicas, e inclusive com a tradução de letras, pois música não é apenas letra, e não é apenas arranjo (forma e estilo), é o casamento perfeito entre este dois e o momento litúrgico. Este deve ser o tripé da música sacra, se um pé falhar, a reflexão não acontece da forma esperada e a mensagem não é transmitida.


Alguns Artigos interessantes abordando temas relacionados:

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Formação de acordes - Parte 5 - Acordes Aumentados

Concluindo a sequência de artigos sobre formação de acordes, temos a formação de acordes aumentados.

Antes de prosseguirmos, leia os artigos anteriores, pois serão necessários alguns conhecimento prévio para o pleno entendimento.


Acordes aumentados

O acorde aumentado é nada mais que um acorde com um tom a mais, por assim dizer. Sabemos que o acorde maior possui em sua configuração uma uma terça maior seguida de uma terça menor, e o acorde menor, uma terça menor seguida de uma terça maior.

O acorde aumentado, nada mais é que um acorde formado por duas terças maiores.

Por exemplo

Se formos montar um acorde de dó aumentado, pegaremos o dó (tônica, nota que define o nome da escala/acorde), o mi  (fechando uma terça maior acima do dó) e o sol sustenido (fechando uma terça maior acima do mi).

 Na imagem acima, podemos ver o acorde de dó aumentado plotado na pauta, e sinalizado no teclado. Conforme aprendemos na primeira parte do artigo, entre cada tecla (tecla preta também conta) temos meio tom (0.5t, 1/2t ou semitom). Sendo assim, entre o dó e o mi temos 2 tons, e entre e o mi  e o sol sustenido, temos 2 tons novamente.

Mais um exemplo:

Para formar o acorde de mi aumentado, pegamos o mi (tônica), o sol  sustenido (mediante) e o si sustenido (dó).

OBS: Uma vez que estamos falando em acorde aumentado, o correto é "falar" em "si sustenido", uma vez que é acrescentado meio tom ao si, soando um dó. Ambas as formas de grafia são corretas, porém, à depender da tonalidade da música, utiliza-se uma ou outra para reduzir erros de interpretação ou execução.

 Observe que entre o mi e o sol sustenido , temos 2 tons, e entre o sol sustenido  e o si sustenido (dó) 2 tons novamente, formando assim uma terça maior seguida por mais uma terça maior, que caracteriza um acorde aumentado.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Uma breve análise do Sforzando

O Sforzando é um software gratuito desenvolvido pela Plogue. A exemplo do Kontakt, que possui uma versão gratuita apenas para avaliação, o Sforzanfo nasceu para ser uma alternativa gratuita para execução de amostras.


Devido a isto, é um software que possui uma boa gama de bibliotecas e sets de amostras na internet, onde, talvez apenas o Kontakt consiga supera-lo na quantidade de amostras gratuitas disponíveis.


Problemas com o software

O software funciona adequadamente no quesito execução das amostras e execução dinâmica. A quantidade de recursos consumido apresenta-se dentro do esperado. O grande problema reside na latência de execução.

O Sforzando, em meu computador, teve dificuldades em executar amostras de piano em tempo real em conjunto com um driver MIDI. Meu computador, nem de longe pode ser considerado modesto, equipado com um Core i7 3630QM, situando-se entre os modelos topo de linha em 2014, possui performance para cálculo de sobra até mesmo para aplicações complexas hoje em dia. Memoria RAM não chega a ser um problema, uma vez que o software consome menos que um brownser moderno.

O grande problema está ligado justamente a latência de execução. Ao pressionar uma tecla, o som somente soa meio segundo após (ou um pouco menos), o suficiente para ser impraticável para uso com instrumento musical. A qualidade da execução em si é razoável, tendo algumas vezes errado a execução dinâmica, mas nada problemático.

Conclusão

Devido aos problemas apontados acima, acabei não testando exaustivamente o software. Me ative a testar um set de piano Stenway modelo D disponibilizado na internet por uma universidade dos EUA, e um set disponível nativamente pelo próprio software. O problema justamente foi este, o próprio set de amostras nativos apresentava o mesmo desempenho ruim que o set de piano.

Desta forma, acredito que este software não seja ideal para execução em real-time, mas pode ser um forte aliado para compositores que utilizem software de composição aliados à MIDI, uma vez que pode-se utilizar sets de instrumentos bem realistas, o que facilita muito o trabalho de composição.

Como alternativa para Sampler de Piano, infelizmente, ele não atende. E isto se dá principalmente devido a latência encontrada entre o pressionar da tecla do piano e a execução da amostra.