Gravações - Repertório

As obras abaixo estão prontas e disponíveis para apresentações, concertos e recitais.


Nem todas as gravações foram atualizadas, portanto, algumas obras já possuem uma interpretação mais apurada.






Maiores informações, no Link Repertório e Downloads/Gravações

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Início de novo repertório

O concerto realizado no seminário Concórdia teve uma ótima repercussão, portanto, é a hora de olhar para frente e reorganização o repertório.


Novas obras adicionadas a grade de estudos

Estarei revisando duas obras já executadas, e dando início ao estudo de outras três obras novas, além de concluir o estudo Op 10 n12, que ficou na gaveta estes últimos meses.
  1. Sonata n11 de Mozart - Esta obra é relativamente complexa. Já foi executada por grandes nomes do piano erudito, como Andras Schiff e Vladimir Horowitz, sendo que este último a executou com maestria no Carnegie Hall (redeu o disco Horowitz in concert, 1966)
  2. Polonaise Op 56, n6 - Está obra não necessita de apresentações. É a Polonaise mais conhecida de Chopin
  3. Jesus alegria dos homens - Redução para piano desta conhecidíssima obra. Já executei sua versão para piano e coro no passado, acredito que não será de grande dificuldade
  4. Estudo Op 10 n12 - Este estudo está em minha grade a tempos, mas nunca sobre o devido tempo para concluir e lapidar a obra. Acredito que até o final do ano consiga concluí-la como se deve
  5. Odeon - Uma das obras mais conhecidas de nosso brasileiríssimo Ernesto Nazareth
  6. Invenções 8 e 13 -  Estas invenções já estiveram em meu repertório anos atrás, pretendo revisa-las e grava-las

Espero poder realizar um novo recital assim que estas obras forem concluídas. É claro que meu ritmo de estudo é diferente do ritmo de um pianista profissional, estou no final da graduação de Engenharia Eletrônica, e estou bem atarefado com o estágio curricular as disciplinas e os preparativos para o TCC que inicia no semestre seguinte.

Seguir em frente, nem que seja aos pouquinhos!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Novos endereços de entrada do Blog

Estou fazendo uma reestruturação do blog. Ainda não pretendo mexer no layout, pois não encontrei um que me agrade mais que este, mas já é possível acessar o blog através de outros dois endereços:




Acredito os novos endereços devem facilitar o acesso e atingir mais pessoas.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O Cravo Bem Temperado

O cravo bem temperado foi escrito originalmente em 1722 por Johann Sebastian Bach, contendo 24 prelúdios e fugas que contemplavam todos os 24 tons existentes. Em 1744 Bach compilou um segundo livro, também contendo 24 prelúdios e fugas, desta forma, os livros passaram a ser chamados de "O Cravo bem temperado, Volume I e Volume II".

Fuga em Lá Bemol - CBT Vol II
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:DwtkII-as-dur-fuga.jpg

Tonalidades e ordem lógica

Existe uma ordem lógica na escolha das tonalidades de cada prelúdio e fuga. Bach seguiu uma sequência cromática para a escolha das tonalidades de composição das obras. Desta forma, a primeira dupla de prelúdio e fuga está em Dó Maior, a segunda dupla, Dó Menor, a terceira, Dó Sustenido Maior, a quarta, Dó Sustenido Menor, e assim sucessivamente.

O Cravo Bem Temperado é considerada a primeira compilação de peças plenamente acabadas, sendo assim fruto de estudo e inspiração para diversos outros compositores, e propiciando o desenvolvimento musical.


O nome "O Cravo Bem Temperado"

Este nome não foi escolhido ao acaso. Como mencionado anteriormente, O Cravo Bem Temperado é a primeira coleção de obras plenamente acabadas já publicadas, para o sistema o tonal temperado. Estas obras possuem grande densidade harmônica, passando por diversas tonalidades e contendo uma complexidade impar, nunca antes encontrada em obras deste tipo.

Bach, era um verdadeiro mestre do contra-ponto, conseguindo criar grandes sequências de modulações tonais, direcionando a música para uma resolução e ao retorno à tonalidade original. Esta característica ímpar fez com que esta coleção de obras fosse tão importante, apesar de ter sido esquecida entre a transição entre os períodos Barroco e Clássico da música, sendo "redescoberta"  por grandes compositores como Haydn, Mozart e Beethoven.

Desta forma, o nome "O Cravo Bem Temperado" possui ligação direta com o estilo de afinação "temperada" que vinha sendo discutido e começava a ser adotado. Bach, foi um dos primeiros grandes compositores a adotar e dominar este novo método que propiciou o desenvolvimento de suas obras.

Sem o sistema Tonal Temperado, torna-se inviável o desenvolvimento de grandes modulações nas peças musicais. Ao escrever os 24 prelúdios e fugas d'O Cravo Bem Temperado, Bach demonstrou a viabilidade deste novo sistema, e mais do que isto, demonstrou as capacidades deste sistema ao criar obras com grande densidade harmônica.




Abaixo, pode-se conferir minhas gravações para algumas obras do CBT:


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Concerto no seminário







Conforme postado anteriormente (aqui), efetuei um recital de piano no seminário Concórdia na última sexta-feira. Já planejava um retorno aos recitais a algum tempo, mas nenhuma possibilidade real ainda havia me sido apresentada, até que o prof. Me. Raul Blum fez-me o convite para este evento, no dia 23 de agosto de 2013.

O último recital de maior importância que realizei ocorreu em 2005 na fundação Scheffel (conforme relatado aqui), ou seja, já faziam 8 anos que não subia ao palco para realização de um recital solo com repertório amplo e relativamente longo. Os nervos estavam a flor da pele, pois tudo é diferente de 2005, as circunstâncias são outras e o tempo disponível para preparo e reduzido.


O Preparo

O preparo para o recital foi lento e gradual, mas realmente teve seu início com a escolha do repertório em junho de 2013. Metade do repertório escolhido já havia sido estudado, como as obras de Chopin e o primeiro
Programa do recital
movimento das sonatas de Mozart e Beethoven, sendo necessário apenas suas revisões.

Porém, no repertório constavam alguns pequenos desafios, obras que não estou muito habituado a executar, como o compositor moderno Debussy, Mozart e Bach. Destes compositores, foram escolhidas as obras "Le Petit Nègre", "Sonata Facie" e o "Prelúdio e Fuga n2 do Cravo bem temperado Volume 1", respectivamente.

A única obra mais "simples", pode ser considerada a Sonata Facile, de Mozart, porém, sua interpretação possui armadilhas (como já comentado neste post). As demais obras possuem um certo nível de dificuldade, sendo que o Cravo Bem Temperado não pode ser considerado acessível.

Basicamente, sou mais acostumado (e prefiro) a executar repertório romântico. Desta forma, este repertório não só foi de difícil estudo (pois eu sempre tendo a romanceá-lo demais) como foi um grande desafio, que ajudaria a abrir mais meu entendimento de música e ampliar fronteiras.


Tempo

O tempo disponível para estudo foi muito escasso. Com faculdade e trabalho, muitos problemas para serem resolvidos, além de problemas de saúde que deixaram-me acamado durante alguns dias do mês de julho, a única opção era concluir 70% das músicas durante o período de férias. Ou seja, apenas duas semanas antes do recital.

Para um pianista experiente, duas semanas é mais que o necessário para preparar o repertório de um recital de uma hora, porém, para alguém que não vive de música e não possui a pratica cotidiana, torna-se uma tarefa complicada e um grande desafio.


O Recital




 Após passadas as duas semanas de estudo, possuia todas as músicas devidamente prontas. Em casa conseguia executar todas as obras, em sequência, sem qualquer erro. Inclusive, efetuei as gravações publicadas no dia 25 de agosto. 


 O concerto, no geral, me pareceu bom. As interpretações das obras foram satisfatórias, e apesar dos erros devido ao nervosismo, o publico pareceu ter gostado da apresentação. Muitas fotos e cumprimentos por parte de estudantes da faculdade de teologia, e perguntas de como conseguia conciliar faculdade, trabalho e música de tal nível ocorreram após a conclusão do recital.




Agradeço a todos pela oportunidade e pela ótima plateia, que apesar do frio e da chuva, compareceu em um bom número. Não poderia deixar de salientar a boa educação da plateia, que ao contrário do que vemos em outros concertos e recitais, não aplaudiu entre os movimentos das sonatas ou durante pausas longas e fermatas do repertório romântico! Não é todo o dia que vemos uma plateia como esta!


Gravações do recital

 Mais uma vez estávamos sem a FZ40, portanto utilizamos minha câmera, que não possui boa qualidade de gravação. A imagem fica muito escura, e o som não possui profundidade (você perde um pouco a noção de dinâmicas, pois ela tende a normalizar o som), além de ser muito metalizado.


Mas, algumas ficaram a contento. Tirando os erros por esbarro, devido ao nervosismo vocês podem conferir o resultado de algumas execuções abaixo.




domingo, 25 de agosto de 2013

Novas gravações

Devido ao recital no concórdia acabei meio ausente do blog, e não publiquei mais artigos e gravações.

A boa notícia é que graças ao recital e ao estudo necessário pra realizar o mesmo, pude efetuar novas gravações, que seguem abaixo.

Espero que gostem, vale lembrar que todas foram efetuadas em ambiente caseiro, com um piano Digital Yamaha CLP230 (Clavinova) que não pode ser considerado moderno, utilizando cabos e equipamentos longe dos ideais para este tipo de trabalho.



Prelúdio e Fuga n2 - O Cravo bem temperado Vol1 - Bach







Segundo movimento da Sonata n20 de Beethoven

Este eu já estava devendo a quase um ano!!! Que vergonha hehehehe

 



Sonata Facile (K545) de Mozart